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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Belo Horizonte (Dez. 2025)

Dia 1 - Chegamos no Brasil dia 14 de dezembro, por Brasília. Dali nossa pequena família seguiria para dois destinos diferentes, assim acredito que conseguimos dar um tempinho de qualidade às nossas famílias. 

   Como o voo chegou bem cedo e minha conexão era só no início da tarde, assim que consegui despachar minha bagagem para Belo Horizonte, fiquei mais livre para pensar num passeio de táxi por Brasília. E lá fui eu, passei pelos pontos que vemos pelos noticiários, passando pelo Lago Paranoá, lembrei dos artistas que se referiram a este lugar em suas músicas, principalmente artistas dos anos 1980, minha maior referência. E como estava perto do Natal, não pude deixar de fazer um post com aquela música do Legião, e tudo fez sentido para mim: "E João aceitou sua proposta e num ônibus entrou no Planalto Central. Ele ficou bestificado com a cidade saindo da rodoviária, viu as luzes de Natal", sim, passei pela rodoviária, mas não vi as luzes de Natal. 



   De Brasília peguei o voo para BH. Cheguei ali perto das 15h, o voo das minhas irmãs chegaria de Floripa algum tempo depois e pegaríamos o táxi juntas. Nossa segunda viagem entre irmãs, que tomara vire uma tradição mesmo. Do portão de desembarque só avistei a Bella, houve um contratempo em casa, Fefê teve que ficar, apesar de tudo agendado e pago. Fiquei triste, mas sei que acontece. Pegamos um táxi, aliás, pegar um táxi na saída do aeroporto achei meio confuso, tem 3 companhias que oferecem ao mesmo tempo de seus balcões, e você olha para quem for mais confiável. Na maioria dos aeroportos há apenas um guichê para táxi oficial. Enfim, pegamos o táxi e você tem que contar com a sorte para encontrar um bom motorista, este corria. 

   Ficamos no Savassi Hotel, dali poderíamos fazer nossos passeios a pé, e neste mesmo dia estava acontecendo uma feira, a Quermesse da Mary, com vários artistas locais, muita coisa para ver, apesar de ser literalmente o fim da feira, na tarde de domingo. Compramos nossas primeiras lembrancinhas de Natal. Dali voltamos para o hotel, os dias eram de muita chuva, mas ganhávamos tréguas em nossas caminhadas. Dali fomos comer no Quintal Savassi, todas as delícias que temos direito ao chegar num estado tão famoso por sua culinária. Pedi um drink lindo, um patinho numa banheira, coisa louca. Estava tendo jogo de futebol nas TVs, a galera reunida gritava os hinos, palavras e palavrões da partida. E nós bem felizes com nossos quitutes, croquetes e tudo mais. Dali, depois de algumas quadras de caminhada, mais uma pequena ladeira, quase em frente ao hotel, subia para a praça mais enfeitada dos arredores. O Natal ali na Praça da Liberdade estava fervente e luzente, tudo era lindo, as cores, as luzes, todo o entorno, o prédio de Oscar Niemeyer, visto assim tão de perto. Passeamos, ouvimos, tiramos fotos, tivemos nossas primeiras impressões de BH. Dali para o hotel descansar. 






Dia 2 - Tomamos nosso café, da janela dava para avistar a segunda-feira, e nada como estar numa segunda-feira produtiva para a maioria, mas de férias para nós. E tenho a sorte de contar com bons guias de direção, fomos bater pernas pelas descidas de BH, as subidas a gente voltava de Uber, porque além de serem subidas, contávamos com sacolinhas, peso extra muito bem selecionado e adquirido, pois nosso destino foi o Mercado Central, chegando ali, uma senhora muito séria e com ar de suspense: "Tomem cuidado com celular neste ponto". Tomamos, mas como não tinha ninguém perto, dava para tirar umas fotinhos de turista. E lá entramos, mais uma vez pude contar com o senso de direção da Bella para entrar e sair dos corredores, e poder ver as mais variadas lojas e produtos. Depois fiquei sabendo que tem até passaporte para carimbar nas lojinhas, mas é muita informação, muitos cheiros e sabores, muita novidade para os olhos, eu fico pensando no que posso trazer comigo. Eu não estava a fim de comer naquele momento, a animação de ver tudo me faz perder a fome (ou nem é isso, prefiro não comer para que nada me caia mal), eu queria era ver, viver, trazer pra casa, comprei queijo, licor, cachaça, café, doce de leite, sacolinha, pratinho, camiseta, até doce português, dá vontade de experimentar tudo, mas prefiro eleger um lugar para uma refeição com calma e viver cada coisa de uma vez. Algumas lojinhas já eram conhecidas do Instagram, inclusive já comprei online, mas ver todo o charme do lugar físico não tem preço. A Frau Boundan, por exemplo, passei na frente e ia voltar pra ver depois, mas não voltei. Depois ainda procurei no aeroporto e não achei. Fomos na Arado, e valeu muito a pena! Trouxe coisas lindas de lá, e conversando com o moço que atendia, pudemos comprovar pela primeira vez a hospitalidade mineira, ele ia fechar a loja pro almoço e nos convidou para conhecer a gráfica que ficava ali pertinho. Pudemos ver de perto o trabalho de jovens artistas. Foi muito legal! Como não sair de lá tão cheia, tão preenchida de bons sentimentos, inspirada. Dali voltamos para o hotel, a Bella comprou até uma queijeira, bem linda. E para almoço, fomos no Restaurante da Lucinha, para mim foi uma bela lembrança dos tempos que a Ana Maria Braga recebia convidados para cozinhar, lembro dessa senhora e sempre tive curiosidade para conhecer o restaurante dela. E achei tudo muito lindo, o lugar, a decoração, a comida estava uma delícia, os pequenos rituais de fogão a lenha, do café passado, dos doces, da cara de fazenda. 

   Voltamos para descansar um pouco no hotel e a tarde iríamos no Mercado Novo. E lá saímos a pé novamente, os horários do Mercado Novo são meio alternativos, pegamos muitas lojas fechadas na segunda, mas mesmo assim deu para ter uma ideia do que iríamos encontrar quando voltássemos. Fim da tarde era hora de pegar o bolo que encomendei, para mim o bolo mais perfeito do mundo, parece sair de um conto de fadas, além de lindo, é delicioso! Eu não precisava de uma desculpa para encomendar este bolo, porque eu ia de qualquer jeito, mas resolvi dar um significado. Este bolo celebra nossa reunião, celebra os 50 anos da Bella em 2025 meus quase 50, em agosto de 2026, a caçula Fefê e o aniversário da nossa mãe no dia 13 de dezembro, que adoraria ver este bolo e certamente ficaria com pena de comer de tão lindo que ele era. Peguei um táxi para pegar o bolo, e parei em frente ao prédio da Renata, interfonei e da janela o marido dela acenou avisando que já desceria. Fiquei tímida de dizer "fala pra Renata me dar um Tchau da janela, vim pra vê-la também", deixei ela nos seus afazeres de fim de ano, que deviam ser muitas encomendas. Saí de lá com meu bolo maravilha e comemos uma fatia de sobremesa. Isso era num começo de noite, fui buscar algo para tomar, e por ali ficamos. 









Dia 3 - Nosso terceiro dia foi de conhecer a Igreja da Pampulha, dar uma caminhada por lá e voltar ao Mercado Central. Conseguimos ver mais do mercado, mas algumas lojas ainda estavam fechadas, queríamos ir na Made in Beagá, mas ela continuava fechada. Daí resolvemos conhecer o Birosca, que estava reabrindo aquele dia em outra casa linda. O almoço estava uma delícia, cada canto, cada espaço é uma graça, cheio de significado. Voltamos para o hotel e mais tarde iríamos a outro endereço da Made in Beagá, essa loja vale a visita, lembranças e ideias criativas. De lá, um café para fechar, em outro lugar da nossa lista, o Copa Cozinha, tomei um Guaramão, comi pão de queijo e um biscoito (o crocante) que tem com recheio de doce de leite e goiabada. E caindo no lugar comum, tinha sim cara de casa de vó, mas muito. E mais uma vez pudemos comprovar a hospitalidade mineira, o moço que atendia (ele estava sozinho), parou tudo para nos mostrar o jardim, como estava chovendo, estava fechado, mas ele fez questão de nos apresentar com o maior cuidado. Um querido! E assim fechamos nossa viagem entre irmãs. A Bella já voltaria para Santa Catarina na quarta e eu teria a quarta para meu dia de explorer.

 












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