Slider

Studio

Studio
Studio

Inspiração

Inspiração
Inspiração

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

  O retorno a Salvador veio acompanhado de uma alegria ansiosa para que tudo desse certo. A peça A Casa dos Budas Ditosos ia ser apresentada no Teatro Castro Alves, 30 minutos de Itapuã, onde estamos. Correu tudo bem com o transporte da ilha até aqui. Cheguei a tempo de me trocar e pegar um táxi. Lá ainda pude comer pão de queijo e tomar uma taça de vinho. A peça foi incrível, o talento da Fernanda para dar vida a personagem da “baiana libertina” é demais! Que privilégio poder ter vivido este momento tão especial. 
   Agora voltando pro hotel, gente, estou na Casa DiVina (vou falar deste lugar em outro post)! Literalmente, casa que um dia abrigou Vinicius de Moraes. Fui pisando esse chão devagarinho porque é muita coisa pra ver, muitas emoções pra um coração, é precisar parar e respirar cada detalhe. Tomei café ali hoje! Li histórias, vi anotações e vou ter mais dias para ver, rever, descobrir o que não vi hoje.


  Segunda - Tivemos um dia livre hoje. Sem compromisso fomos no horário que deu no Farol da Barra, a ideia era ir lá com João e depois almoçar no shopping Barra, no mesmo restaurante árabe que fomos das outras vezes. João não deixou uma migalha pra contar história.
O resto da tarde foi tarde de shopping mesmo. Mão feita, sacolinhas, comida pra levar pra janta, sobremesa da Além Mar. Foi um dia pra relaxa.


  Terça - foi dia de Museu da Misericórdia lá no Pelourinho, que lugar lindo! A arquitetura, amei as escadarias e janelões com vista pro mar. E a capelinha foi uma das mais bonitas que já vi! Vá preparada para fotos maravilhosas porque cada esquina é um flash. Dali, a poucos passos, fomos em direção ao Palacete Tira Chapéu, o elevador Lacerda é por ali também. O espaço do Palacete abriga restaurantes, algumas lojinhas, tem um lugar para shows. Subimos ao roof top para o pôr do sol. Fiz reserve no Pala7 do Claude Troisgo, que é restaurante do roof top, não havíamos almoçado, então jantamos por lá. Olha, pelo prato que escolhi, não achei que valeu a pena jantar. Ficaria só no drink, entradinha e pôr do sol, que é realmente lindo dali!


Quarta - Hoje foi o dia da emoção nível hard. Foi o dia de visitar o lugar e a história que me trouxeram aqui.

Comecei a ler Zélia Gattai depois que saí da faculdade, folheando alguns livros num pequeno acervo, “Um Chapéu para Viagem” me chamou atenção. Li e adorei as histórias, percebi que li fora da ordem cronológica dos fatos, fui atrás dos outros livros na Biblioteca. Li, reli, comprei os livros, naquela época, Zélia ainda morava no Rio Vermelho. Com o endereço em mãos (descobri por um dos livros), mandei cartões, e ela respondeu muito carinhosamente. Vim conhecer a Bahia, a Fundação Jorge Amado. E chegamos a vir à Bahia mais duas vezes, na última delas, havia o projeto da Casa do Rio Vermelho virar museu, fomos até lá, mas estava fechado para reformas. Consegui tirar uma fotografia da plaquinha que fica na frente da casa, e ela cita nos livros, e outra na escada numa das entradas.
Depois disso fomos morar nos EUA, e nossas vindas para o Brasil eram majoritariamente para o Sul, de onde somos e nossos familiares. Nos últimos anos senti a necessidade de voltar a viajar pelo Brasil, descobrir outros destinos aqui e voltar a lugares que já fui. E ao escolher um modo de celebrar meu aniversário, resolvi voltar à Bahia e revisitar alguns lugares deste lugar querido. E é claro, o principal objetivo era visitar a Casa do Rio Vermelho.
Hoje realizei este sonho, e aproveitei cada instante, tentei observar cada detalhe, estar ali numa casa cheia de boas lembranças, é como eu também tivesse vivido aquilo também. Chorei nas primeiras salas, sentei perto do gatinho Picolé, escutei os depoimentos e senti um orgulho enorme de ter e escolhido este lugar e poder dividi-lo com as pessoas que amo. 
Do Rio Vermelho passamos pelo Ceazinha, um mercado municipal, ótimo para comprar frutas, verduras, cocadinhas, comer local. Adoramos!
Viemos almoçar aqui para os lados de Itapuã, no restaurante Mistura. Deu para ir a pé. Pratos maravilhosos, lambemos os beiços, não sobrou nada pra contar história. E aqui seguimos.


A foto atualizada


Para mais  fotografias: @joujou.melendres






Entre voos e conexões (Raleigh-Orlando-Brasilia-Salvador” foi 1 dia, daí teve transfer-barco-bus-lancha rápida”, mais meio dia. Que aventura! Preferimos fazer a travessia mais longa, que evita o alto-mar o e enjoo. João adorou a lancha rápida.

No portinho de Morro, atracamos, e subimos as duas ladeiras íngremes da entrada, o Portaló ainda estava ali, igual ao que deixamos, mas dessa vez escolhemos outro lugar para ficar. Trinta reais por bagagem, bem pagos. Para chegar até nosso hotel Sambass Pousada, na segunda praia, ainda teria mais ladeiras no caminho.

O hotel Sambass fica localizado no meio da 2ª praia, amamos ficar aqui pois de um lado estamos a uma caminhada boa até o centrinho e, do outro, das piscinas naturais da 3ª praia. 

Pela manhã, cedinho, a maré estava mais cheia. No meio da manhã já tinha baixado e, depois de um café da manhã, caminharmos até as piscinas naturais. Fomos dois dias seguidos, João deu comida aos muitos peixes e disse que aquele era o melhor dia da vida. A tarde foi de piscina, almoço no centrinho, a moqueca do Bossa Nova Bistrô estava maravilhosa! Raspamos o prato, sorte a nossa ser brasileiro e desfrutar dos nossos sabores. Teve cocada do Júlio e drink no cacau. Tudo uma delícia!

Ainda na tarde de sábado, caminhamos até o farol, vimos o pessoal descendo na tirolesa, e acompanhamos o pôr do sol. 

Hora de retornar a Salvador e continuar o roteiro.


Morro de São Paulo - Bahia



Mais fotos (Instagram): @joujou.melendres







Foto da primeira vez que fui à Casa do Rio Vermelho 

  Este ano completo 50 anos e escolhi de presente de aniversário uma viagem. O destino é muito especial, a Bahia. Já tivemos a oportunidade de ir algumas vezes a Bahia, mas, da última vez que fomos, a Casa do Rio Vermelho ainda estava em reformas, e sou louca para conhecer este lugar!

   A Casa do Rio Vermelho foi a morada da família de Zélia Gattai e Jorge Amado. Minha conexão com este lugar começou quando li meu primeiro livro de Zélia Um chapéu para viagem, fiquei completamente apaixonada pelas histórias contadas por ela e passei a ler tudo o que ela havia escrito. Quando comecei a ler ainda não morava fora do país, cheguei a enviar cartões para a escritora, que foram respondidos graciosamente, guardo estes tesouros com muito carinho. Depois que vim morar nos EUA, reli os livros e minha conexão só aumentava. Inclusive, até um detalhe que havia passado desapercebido na primeira leitura, Jorge e Zélia chegaram a morar por aqui por um curto período, e ela descreve essa experiência tão bem.

   Posso afirmar que Zélia e Jorge me fizeram amar a Bahia, a cultura, a gastronomia, o sotaque, as cores. E este foi o principal motivo para celebrar meus 50 anos lá.

   Ainda estava pensativa sobre esta viagem, se ia dar certo ou não, por onde começar, quando visitando o Instagram da Astrid vejo um post falando de um hotel em Itapuã chamado Casa DiVina. Vinicius de Moraes havia morado ali, fui procurar informações e o poeta morou ali, há um acervo com vários pertences do poeta, você inclusive pode ficar no quarto que foi dele. Essslouqueci com essa informação!!! Sendo apaixonada por bossa nova, e toda a história que Vinicius fez parte, eu tinha que estar ali. O preço do hotel é acessível, fiz reserva direta com eles sem precisar pagar nada antecipado. Pronto, foi dada a largada decisiva para voltar a minha querida Bahia. E apagar a primeira impressão que tive de passar uma tarde em Itapuã. Desviando um pouco, nossa primeira vez em Itapuã não foi lá essas coisas, pegamos um transporte e descemos em uma praia próxima, ali muitos vendedores, aquela coisa pra turista, isso era perto do meio-dia, resolvemos ir a pé até Itapuã. Um sol de rachar, a caminhada foi longa, cheguei em Itapuã irritada, sentei-me numa cadeira de plástico de um barzinho e ali fiquei naquele mau humor desnecessário, perdendo a chance de apreciar o lugar. Agora, volto lá olhando Itapuã do ponto de vista de Vinicius.

   Há alguns anos também acompanho as crônicas de Paloma Amado, filha de Zélia e Jorge. Tenho o livro dela sobre a culinária baiana citada nos livros do pai, é uma obra linda. E de vez em quando participo comentando os posts dela nas redes. Um dia desses tive a ideia de convidá-la para almoçar conosco para celebrar meu aniversário, ela aceitou. Como o convite foi por rede social, achei mais apropriado escrever uma carta e fiz reserva num restaurante maravilhoso perto da Casa do Rio Vermelho. Ainda preciso confirmar se ela vai realmente.

   Como vocês podem ver, isso tudo vem sendo sonhado e planejado nos meses que antecedem a viagem, e um mês antes de ir, acabo de saber duas novidades que acabam de ser divulgadas na mídia: 1. na semana que estarei em Salvador vai acontecer a Flipelô: a festa literária internacional do Pelourinho, 100% gratuita, Paloma é uma das escritoras confirmadas. E a Fundação Jorge Amado completa seus 40 anos. Uauuuuuu! Que momento único!! (Atualização. Saiu a programação da Flipelô: Paloma vai participar de uma mesa de debates no dia 6 de agosto, no dia do meu aniversário!).

   E pra me deixar ainda mais esfuziante, novidade 2: Fernanda Torres vai apresentar sua aclamada peça A Casa dos Budas Ditosos no Teatro Castro Alves. Genteeeee! O que é isso!! Só de saber que ela vai estar lá, já fiquei feliz, imagine minha alegria se eu puder ver. (Atualização: Fernanda Torres divulgou que o Teatro vai começar a vender os ingressos, preciso estar conectada para tentar esse ingresso. Atualização 3: consegui comprar o ingresso. Foi muito disputado. Em 10 minutos tava sold out. Que alegria!).

   E mencionando minha busca pela culinária, é claro que tenho minha lista de restaurantes a visitar. Inclusive fiz reserva com muita antecedência porque o centro histórico vai estar movimentado. Então vai ter Casa de Tereza no Rio Vermelho; vai ter Casaria no Palacete Tira o Chapéu, aliás este lugar é lindo e tem outras opções muuuuuito convidativas, como o Pala7 no roof top; vai ter Dona Mariquinha... gostaria muito de experimentar o pão delícia do Pãozito. Sem mencionar que o hotel deve ter aquele café de manhã de hotel brasileiro imperdível. Então muita calma nessa hora!

   Como vão acontecer muitas emoções em Salvador, acho que nosso foco vai ser ali no Centro histórico mesmo, vai rolar Museu da Misericórdia que ainda não conheço e planejo voltar na Fundação Jorge Amado.

   Pra descansar, vamos passar uns dias em Morro de São Paulo e apresentar este paraíso para nosso João. Estes são os planos, aguardemos.

   Para escolher o hotel do Morro de São Paulo, eu já tinha como referência nossas duas visitas. Ficamos duas vezes no Portaló. Faz mais de 10 anos de nossa ida, e o que marcou desse hotel foi a localização. Ele é praticamente na “porta” da ilha, você desce do barco e dá de cara com o hotel, tem uma ladeira e é ali. Se não me engano, na metade da ladeira você vira pro hotel. Inclusive se você entrar no site oficial do hotel, em uma das fotos das mesas ao ar livre, você vê o portinho da entrada.

   Lá ficamos nos chalés com nome de autores famosos, Flavio fez uma surpresa pra mim, na época, e ficamos no chalé Zélia Gattai. Da piscina, do deque vê-se o mar, a comida era boa, o atendimento também. E estava pertinho do centrinho, a poucos passos dos restaurantes, do agito. Tentei reservar ali, mas não consegui.

  Pesquisando mais um pouco, decidimos por um hotel na segunda praia, praticamente no meio da muvuca. Eu já caminhei até as outras praias, mas acho longe, não sei como está agora. Mas se a gente pega um hotel na terceira praia, sei que sair pra jantar já depende de um transporte, os hotéis até têm, mas dá um pouco de preguiça, eu prefiro fazer tudo caminhando. Vamos ver como vai ser.


Mais fotos: @joujou.melendres






terça-feira, 30 de junho de 2026

Estádio coberto, maravilhoso 


Que diaaaa!!

Acordamos às 3h pra pegar o voo no aeroporto de Charlote rumo a Houston, Texas.

Uma hora e poucos de estrada, uma lua quase cheia no céu nos acompanhando, a lua cheia ia ser na noite de São Pedro. Aliás, os Santos juninos nos deram muita sorte até aqui. 

Voo tranquilo, graças a Deus, chegamos em Houston e foi só o tempo de deixar as mochilas no hotel, colar um brilho no rosto e ir pegar o trem.

Já no estádio, nossos assentos eram atrás do gol, e por ali uma turma muito animada de brasileiros com seus batuques seguiu cantando e entoando músicas do início ao fim do jogo. O jogo foi emocionante como todos puderam ver, e se perdesse eu já tava até conformada de perder pra um povo educado. Mas perder não é bom de qualquer jeito, né.

Pra sair do estádio, a animação contagiante tomou conta do estádio. Mas na hora da fila pra pegar o trem da volta… affff! Muito calor, muita espera e muita paciência. Ainda saímos pra comer, mas todo mundo pensou igual e a fila dobrava a esquina, e era uma fila no sol pra comer bbq. Havíamos pegado um Uber pra ir nesse restaurante, mas não rolou. Achamos um restaurante bem gostoso há alguns quadras dali, comemos bem, pegamos uma boa mesa no ar condicionado e o melhor não pegamos fila alguma. Não era bbq, mas foi até melhor, o cardápio variado permitiu comer mais leve na janta, coube até sobremesa.

Hoje sim, acordamos mais tarde, e seguimos com a ideia do bbq pro almoço. Fomos no Truth, que brisket maravilhoso, acho que foi o melhor que já comi, a costela e a linguiça tavam bem boas, mas foquei no brisket. Posso dizer que comi um autêntico bbq texano muito bem feito por sinal. A fila também era grande, mas não era sob o sol, e eu e João fomos dar uma olhada dentro do restaurante e deu pra sentar numa mesa e pedir um drink, enquanto Flavio enfrentava a fila. Mas ajudamos, trazendo todas as mochilas com a gente. 


Truth - bbq no Texas


Fica a dica (#ad): vou aproveitar este momento Copa do Mundo para mostrar um adesivo facial da Fazit que comprei para usar nos jogos, ele funciona como uma tatuagem temporária. Primeiro usei o de estrelinhas douradas, que ficaram parecendo umas pintas, sardas, bem charmoso (segue minha foto com ele logo abaixo)! Depois usei um com as cores do Brasil, que também é bem bonito (não tirei foto decente, mas vou mostrar a embalagem). O das pintas douradas acho que dá pra usar em outras festividades. Para limpar, procurei na internet, e sugeriu um produto mais oleoso para tirar, usei óleo de bebê da Johnson e depois finalizei com demaquilante. Ah, antes de usar, botei protetor solar pra proteger também. Não usei maquiagem, mas as instruções do fabricante sugerem por sobre a maquiagem.
Segue o meu link na Amazon, caso você tenha interesse de dar uma espiada:










sexta-feira, 26 de junho de 2026

   Jogo da seleção e a chance de conhecer um lugar novo aqui dos EUA. Primeira vez em Miami, e olha que já moramos aqui há 14 anos.  A gente vem sempre pra Flórida, mas geralmente é Orlando e as praias maravilhosas do lado do Golfo do México.
  Flavio reservou um hotel pertinho do Seminole Hard Rock Cassino, daqui dá pra ver o prédio festivo em formato de guitarra.
   Assim que chegamos na quarta à tarde, fomos comer algo por lá. Lotado de brasileiros. Vi a equipe de jornalistas esportivos da Globo, o Guga Chacra ficou olhando com cara de “ei, vocês me conhecem?”. 
   Por coincidência, não havíamos planejado nada, os ônibus gratuitos para o estádio saíam da esquina do nosso hotel. Embarcamos rapidinho. E a volta foi fantástica, organização e agilidade surpreendentes. E destacando novamente: de grátis! Digo isso porque em Nova York foi uma facada, e o funil de gente que se formou na volta foi comprido e demorado. Miami 10 a 0 pra NY nesse quesito. E o jogo né, gente? Nem preciso comentar, foi muito melhor. A Escócia foi educada e gentil, cantaram, desfilaram seus belos trajes, foi bonito de ver. Mas cada movimento do Vini era uma beleza de se ver, e quando acabava em gol então. É tão bom falar: “vai, esse menino!” pros meninos que a gente ainda não está familiarizada. E quando entrou o menino Ney? Só lembrei daquela foto do Ney Matogrosso no Instagram. Adorei! O Ney é um menino mesmo!
   Só alegria, voltamos felizes e contentes de busão a jato, deixou a gente na frente de casa. 
Sexta foi dia de passear, fiz pontos específicos no Google maps:

- Restaurante Versailles
- Calle 8
- Domino Park
- Naughty Cafe (alfajor argentino)
- Lincoln Road
- Boardwalk Miami Beach.

   Íamos de Uber, mas vendo o preço da ida, achamos mais em conta alugar um carro. Tinha uma locadora ali no Hard Rock, bem tranquilo.
   Tenho um carinho muito grande por um Programa Legal gravado pela Regina Casé e Luís Fernando Guimarães aqui em Miami. A gente assistiu muitas vezes, gravamos em DVD. E sabíamos de cor as falas e piadas. Eles mostravam vários pontos da cidade, entrevistavam as pessoas, e Little Havana, Calle 8 ficaram na minha memória. Tinha um senhor brasileiro imigrante que falava: “Aqui é quente, é igual Manaus, né.” Era muuuuito bom! 
Tem um filme também que um chef faz uma viagem com a ex (Sofia Vergara) e eles vão ao restaurante Versailles, outra ponto de interesse, a comida cubana, o autêntico sanduíche cubano.

Sanduíche cubano.


E pra musicar este momento latino, quando eu escutava o Zé Simão na rádio, ele enaltecia a estrela cubana Célia Cruz, uma das primeiras músicas que escutei foi Yo viviré (versão traduzida de I’ll survive) e achei maravilhosa. Passei a escutar, comprei CD, apresentei pro meu pai. E a cantora tinha um grito de guerra que era pura alegria, ela dizia: Azúcar! Com aquela voz marcante e cheia de personalidade.
Enfim, com todas essas referências fomos conhecer o restaurante Versailles, o ambiente é aconchegante, o chão pastilhado, os espelhos desenhados, lustres, dão a sensação que voltamos no tempo, na casa daquela tia avó latina. Dá vontade de perguntar de mesa em mesa “O que vocês estão comendo?”. Tudo parece bom e caseiro. Fui de sanduíche cubano mesmo e alguns aperitivos pra sentir o gostinho de tudo. Tudo bom como parecia. Além do restaurante, tem uma janela pra servir café e tem a bakery. Fui atrás de um souvenir, vi que o copinho descartável de café era muito fofo, imita o chão pastilhado, minha esperança era a de que eles tivessem assim só que não descartável, em louça. Mas não achei. Fica a dica. Façam que vai vender!

Chão pastilhado dó Versailles.


Depois disso, fomos para a Calle 8, acho que é o coração de Little Havana, a parte turística. Ali está a Domino Park, onde as pessoas vão jogar seu dominó. E pelas ruas restaurantes, lojinhas, as esculturas de galos coloridos, os murais, as lojas de charutos, os chapéus. Uma diversão pros olhos. 



   Dali seguimos em direção ao mar com uma paradinha para tomar outro café e encontrar uns alfajores argentinos que eu havia visto no Instagram. Realmente deliciosos! 
Fim de tarde passamos pela Lincoln Road, mais lojas e restaurantes, vi Havaianas. Live, loja Pelé, bom pra bater perna, caminhamos até o mar e por lá ficamos um tempinho (lembrar de levar a sacolinha de praia) e jantamos na ruazinha Espanhola Way, tudo pela graça de jantar nas mesinhas pra fora e tomar um drinque.
   E assim fechamos nossa aventura por Miami, guardo minhas primeiras impressões de uma grande cidade que tem muito a explorar.



Mais fotos (Instagram): @joujou.melendres

Fica a dica (#ad): vou aproveitar este momento Copa do Mundo para mostrar um adesivo facial da Fazit que comprei para usar nos jogos, ele funciona como uma tatuagem temporária. Primeiro usei o de estrelinhas douradas, que ficaram parecendo umas pintas, sardas, bem charmoso (segue minha foto com ele logo abaixo)! Depois usei um com as cores do Brasil, que também é bem bonito (não tirei foto decente, mas dá pra ver na foto do link). O das pintas douradas acho que dá pra usar em outras festividades. Para limpar, procurei na internet, e sugeriu um produto mais oleoso para tirar, usei óleo de bebê da Johnson e depois finalizei com demaquilante. Ah, antes de usar, botei protetor solar pra proteger também. Não usei maquiagem, mas as instruções do fabricante sugerem por sobre a maquiagem.
Segue o meu link na Amazon, caso você tenha interesse de dar uma espiada:



Estrelas festivas da Fanzit.












domingo, 14 de junho de 2026

   Ano de Copa e o primeiro jogo do Brasil foi em Nova Jersey, aqui nos Estados Unidos. E essa foi nossa oportunidade de assistir a um jogo da Copa do Mundo ao vivo.
Saímos na sexta, fomos de carro, viagem longa, mas fluiu bem, mesmo ali em Nova Iorque, tirando o trânsito para passar o túnel, foi tranquilo. O tempo na sexta, quando chegamos, tava de chuva, virando pra sol com direito à arco-íris duplo, uma lindeza. 

Chegada a NY


Dessa vez ficamos ali perto do touro, como dizem, no distrito financeiro. “Reza a lenda urbana que passar as mãos em partes específicas da estátua (como os chifres, o focinho ou os testículos) atrai muita sorte e dinheiro”, João ficou indignado.
Dali seguimos até o Eataly pra jantar, mas decidimos andar até o Berimbau (restaurante brasileiro), chegando lá, um agito, achávamos que era fila pra entrar, mas estava fechado pra evento privado. Resolvemos comer num italiano na outra esquina. A comida tava mais ou menos, mas dentre vários brasileiros que por ali passaram, conversei com uma simpática mineira, que teve uma amiga que morou em Greensboro e o marido trabalhou na Volvo, assim que ela foi embora duas pessoas sentam. Reconheci de cara o Jairzinho, cumprimentei, tirei fotografia, soube que uma das filhas poderia até ir pra uma universidade em North Carolina… tão bom ver um rosto querido, me despertou recordações da infância, fui relembrando todas as informações ligadas à história dele. E pude confirmar que aquele sorriso de menino bom era verdadeiro e estava ali na minha frente. O outro gentleman não me era estranho, me veio um nome (acho que é ele, mas não vou chutar, tão aí jantando). Era ele mesmo, minha mente não me enganara, Wilson Simoninha, escutei música dele na minha playlist na vinda. Eles estavam no Berimbau, Jairzinho havia dito: “vim fazer um trabalho”. Fui procurar a festa nas mídias, estavam lá, ele, Wilson Simoninha, Seu Jorge, Alex Atala, Júlio César. Que demais! 
Confesso que nesta vinda, fiquei de olhos abertos a procura dos famosos. Hehe!

O Jairzinho 


Sábado, estava louca pra ir no Time Out do Brooklyn. Nosso trem pro estádio era às 14h, então tava meio tensa com os horários apertados. Resolvemos ir, dali do hotel estávamos bem pertinho do píer pra pegar a balsa pro Brooklyn. Chegamos lá uma fila gigante em um dos portões. Quase desistindo e indo pegar um Uber. Fomos caminhar pelos outros portões de embarque pra ver qual barca levava pro Brooklyn. E tinha uma saindo, sem fila nenhuma. Foi o tempo de comprar o bilhete, Flavio foi comprar e eu com um pé na barca esperando. Ufa, deu tempo! Passeio curto, mas achei tão lindo! A vista, a água, as pontes. Incrível! Muitos pontos pra fotos, o dia estava ajudando muito também! E o Time Out fica pertinho da saída do píer.
Aliás, que mercado! Este ano fomos no de Lisboa e no de Porto, no de Lisboa gostei tanto que fomos duas vezes. E o de Nova Iorque é lindo, várias opções de comes e bebes, a vista do rooftop é demais! E o que me deixou louca pra ir foi justamente essa conexão com Portugal, eles fizeram um espaço de torcida, com restaurantes, espaço pra fotos com os jogadores (virtual), lounge, música portuguesa, o restaurante português ainda estava por abrir. Preferi comer no italiano Felice, no térreo. Um carbonara delicioso, fui atendida por uma brasileira. E tinha feirinha de coisas lindas! Sério, o Time Out de NY virou o novo queridinho dos mercados. 

Time Out NY


Dali fomos em direção ao Penn Station pra pegar nosso trem pro estádio.
Bastante gente, mas como fomos cedo, deveria ficar mais lotado. Os portões se abriram às 15h, ficamos ali na seção de bares, esperando pra encontrar nossos bancos. O sol tava alto. Fomos dar uma espiada onde sentaríamos, tiramos fotos, e voltamos pra área fresca dos bares.
Trinta minutos antes fomos ver os jogadores aquecer, Tafarel tava lá com os goleiros. De onde estávamos dava pra ver dois trechos bem cheio de torcedores marroquinos, e o grito deles era forte. Na nossa frente, no meio de toda brasileirada, dois marroquinos. Zeca Pagodinho nas potentes caixas de som. E na hora do hino, que momento lindo. Chorei. É forte esse negócio de terra da gente, é berço, é coração. E se em casa eu nem ficaria sentada num sofá vendo o jogo, ali não tem escapatória. É pura emoção mesmo, a gente vira torcedor denovo, quase morre de um infarto, ouve muito palavrão, e fica pensando: nossa, pra que tanto palavrão? Daqui a pouco você começa a falar também, e entende que é instinto, é selvagem, são duas horas de rivalidade. Quando sai o primeiro gol do Marrocos, o marroquino levanta, se agita, provoca muuuito, acende uma raiva que a gente quer mais é dar uns cascudos nele. Sabe aquele sentimento: eu posso xingar os meus, você não. Na hora do nosso gol, aquilo explode de um jeito, não torcia assim desde os anos 20. O resultado foi frustrante, mas pelo menos não perdeu, porque eu tava preocupada, se saísse outro gol do Marrocos, ia dar ruim com o marroquino ali no meio. 
A volta foi até tranquila, mas andamos muito em filas que é pra ir afunilando e evitar a multidão vindo em bloco. Chegando na Penn Station, andamos bastante até pegar outro metrô. Pegamos algo pra comer, as ruas lotadas de brasileiros, marroquinos e em cada bar com TV, uma galera assistindo ao jogo de basquete, final importante. Muita torcida pelas ruas.

Brasil X Marrocos


Hoje cedo, hora de pegar estrada, passamos pelo Dominique Ansel do Soho, pra relembrar dos doces. Essa bakery abriu em 2013, um ano antes de chegarmos aqui nos Estados Unidos. Naquela época um doce viralizou, o Cronut. Ali se formavam filas, era preciso chegar cedo pra garantir o doce. Hoje às 10h30 a vitrine estava cheia. Delícia! Nesta bakery viemos com João pequeno, em outra das vezes vimos Claire Danes e Demi Lovato num chá de bebê.
Finalizamos nosso passeio e um estabelecimento de esquina chamado Lupe’s fez lembrar que tivemos oportunidade de trazer a mãe aqui e guardar boas lembranças. 



Mais fotos:
Instagram @joujou.melendres

Fica a dica (#ad): vou aproveitar este momento Copa do Mundo para mostrar um adesivo facial da Fazit que comprei para usar nos jogos, ele funciona como uma tatuagem temporária. Primeiro usei o de estrelinhas douradas, que ficaram parecendo umas pintas, sardas, bem charmoso (segue minha foto com ele logo abaixo)! Depois usei um com as cores do Brasil, que também é bem bonito (não tirei foto decente, mas dá pra ver na embalagem do link). O das pintas douradas acho que dá pra usar em outras festividades. Para limpar, procurei na internet, e sugeriu um produto mais oleoso para tirar, usei óleo de bebê da Johnson e depois finalizei com demaquilante. Ah, antes de usar, botei protetor solar pra proteger também. Não usei maquiagem, mas as instruções do fabricante sugerem por sobre a maquiagem.
Segue o meu link na Amazon, caso você tenha interesse de dar uma espiada:



Estrelas festivas.





 



terça-feira, 7 de abril de 2026

Cascais

   Na terça-feira alugamos um carro para seguir até Porto, assim teríamos a liberdade de entrar em algumas cidades. Como nossa estadia em Porto só começava na quarta, fizemos um bate-volta até Cascais. Escolhemos uma osteria mediterrânea (com alma italiana) bem bacana, quase de frente pro mar e pra lá fomos pra reserva do almoço do restaurante Gabbro. 
   Antes passamos por onde vimos os primeiros movimentos de Cascais, como não conseguimos estacionar, seguimos para o restaurante para ver tudo depois com calma. Foi lá que me apaixonei pelos pratos da Costa Nova, o lugar é bonito, colorido. Experimentei a alcachofra com purê de cebolas e parmesão, e foi o prato que mais gostei.
   Saindo do restaurante fomos dar uma espiada na praia logo em frente, mar poderoso, ondas fortes, nem pensar em botar os pezinhos na beirinha, porque parece que o mar vai te engolir.
   De lá fomos conhecer uma força da natureza chamada Boca do inferno. É ali que "pedra mole em pedra dura tanto bate até que fura", as ondas criaram uma passagem entre as pedras, e vão e voltam num espetáculo de força incrível. 
   Conhecemos também o belo Farol de Santa Marta, caminhamos até o centro histórico, vimos feirinha, praças, restaurantes charmosos com mesinhas pra fora, aquele movimento gostoso de uma cidade de praia. Valeu muito a pena passar o dia por lá.

Alcachofra com purê de cebolas e parmesão do Gabbro.



Farol de Santa Marta, em Cascais.



Ida para Porto
   Na quarta, foi o dia de ir para Porto. Em nosso trajeto, uma parada em Óbidos, avistamos as muralhas do estacionamento mesmo. Seguimos para Nazaré para ver as big waves, do alto elas não assustam, embora a temporada de ondas grandes seja até março. Valeu pelo clima surfista, içççççaa, Hang Loose, eu que nasci numa cidade de surfistas, pensei quantos surfistas gostariam de estar ali vivendo isso. Mais a frente na estrada, uma parada em Fátima, descemos até o santuário, achei que a cidade podia estar cheia por conta da Semana Santa, mas estava tudo calmo. Passamos na frente de um restaurante com nome religioso, e alguns jovens entoavam músicas em espanhol. Uma energia boa, de bons meninos. Paramos numa padaria, e a atendente nos chamou a atenção. Para tudo ela virava os olhos. Uma senhora pedia desculpas toda hora por ter mudado o pedido e a senhora virava e revirava os olhos. Chegando na nossa vez, tomamos um espresso, um salgado pro João e quando olhamos: "não aceitamos cartão". Até que ela foi paciente.
   De Fátima seguimos para Aveiro para dar um abraço em uma amiga que por ali mora, a Tati. Fui direto para a loja de ovos moles Peixinho, tomei uma ginja no Mariquinhas (achei a melhor de todas) e por ali nos encontramos, caminhamos pelos arredores e sentamos para um chocolate quente. Uma delícia! Dali seguimos para Porto.

Nazaré, Portugal.

Fátima, Portugal.


Ginja Mariquinhas.



Confeitaria Peixinho.



Porto
Chegamos em Porto no comecinho da noite, pegamos as chaves do apartamento e conseguimos estacionar na rua. Adoramos a localização do apartamento, bem central, perto de tudo. Das janelinhas podíamos avistar a vida acontecendo, o movimento das pessoas. E pertinho descobrimos o restaurante Escondidinho, um charme, comida maravilhosa, atendimento, ambiente. Adoramos!

Restaurante Escondidinho, Porto.


Na quinta, fomos conhecer o Mercado do Bolhão, imperdível, tudo fresco, lindo, colorido, muita coisa pra ver. Bolinho de bacalhau das barracas, frutas frescas, sucos, uma tacinha de vinho, azeites, queijos... 

Mercado Bolhão, Porto.


A tarde tínhamos uma visita a famosa produtora de vinho do Porto Taylor's. Passamos um tempo por lá, e depois viemos caminhando para conhecer a Vila Nova de Gaia. As vistas são lindas, impossível não querer caminhar por tudo. Resolvemos voltar a pé e almoçar mais perto de onde estávamos, subidos mais de 200 degraus de escada. Passamos em frente a Time Out do Porto e por ali resolvemos ficar pro almoço tardio. Comi um prato maravilhoso. Time Out é vida! Hehe! Flavio preferiu não comer, para poder experimentar o sanduíche "a francesinha" mais tarde. É que a noite tínhamos o show Dominguinho, dos brasileiros João Gomes, Jota P. e Mestrinho. Aliás, um momento pra lá de especial, comprei os ingressos antes mesmo de ter as passagens. O teatro era praticamente ao lado do nosso apartamento, e em frente havia um restaurante que se autointitula: a melhor francesinha.

Taylor's museum circuit.


Vila Nova de Gaia.

A francesinha.


Coliseu Porto.

O show foi incrível, casa lotada, todo mundo cantando, nosso João cantou junto. No final virou um grande carnaval. Muita alegria no coração de ver aqueles meninos se divertindo no palco como bons amigos fazendo música.
Sexta, João dormiu um pouco mais, aproveitei para ir atrás dos meus pratos e entrar em algumas lojinhas com calma. Parei em uma, olhei peça por peça, cada coisa mais linda que a outra, a senhora que estava atendendo, me falou: "Dá gosto de ver alguém entrar aqui e ver tudo com calma como você fez!". 
Flavio também saiu quando retornei. Almoçamos num restaurante da redondeza, fomos tomar um sorvete despretensioso na sorveteria ao lado e tomei um sorvete que eu nunca vou esquecer: figos secos e nozes, simplesmente perfeito. Tivemos chance de ir à Livraria Lello (tínhamos perdido o horário da manhã, e eles nos deixaram entrar à tarde). Passamos novamente pelo Mercado do Bolhão, para curtir mais um bocadinho daquele clima. 

Gelateria Portuense e o sorvete de figo e nozes.



Livraria Lello.



Voltamos para o apartamento, Flavio foi buscar numa padaria alguns frios, pães e vinho para curtimos nossa última noite da janela do apartamento.
Sábado, voltando resolvemos passar por Aveiro para poder ver as casinhas coloridas. Linda paisagem, e por lá almoçamos num restaurante barco, dica de minha amiga. Outra atendente interessante. "Queria um vinho verde". "Só garrafa". "Uma caipiroska". "Não sei fazer, só sei fazer caipirinha". "Uma coca zero então". "Eu posso tentar...". "Não, vai ser a coca zero". Depois de uma demora, tudo bem pra nós esperar, mas o prato do João veio errado e ela tentando convencer João a ficar com o prato. "É que eu estou com a cabeça cheia". Em compensação, quando chegou nosso prato, comemos o Bacalhau com natas mais delicioso do mundo. Depois disso, achamos tudo engraçado. Ela veio se desculpar. Pronto! (Ela repetia: Pronto!). Tentei comprar ovos moles por ali, mas tinha acabado. O que foi bom, porque comprei no mercado logo em frente. Enfim, um passeio delicioso e inesquecível.

Bacalhau com natas, do Costa do Sol em Aveiro.


Fizemos uma parada em Coimbra para conhecer a Universidade. 



Chegamos em Lisboa no fim de tarde, pegamos um hotel perto do aeroporto (fiz a reserva no próprio site, e como fiz um cadastro, tive desconto e ficou melhor que no Booking). Prontos para começar nosso retorno na manhã seguinte.



Para mais fotos (Intagram): @joujou.melendres




Translate

Jou Jou ;). Designed by Oddthemes