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Inspiração

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domingo, 14 de junho de 2026

    Ano de Copa e o primeiro jogo do Brasil foi em Nova Jersey, aqui nos Estados Unidos, e essa foi a oportunidade do nosso primeiro jogo de Copa do Mundo ao vivo.
Viemos pra cá na sexta, de carro, viagem longa, mas fluiu bem, mesmo ali em Nova Iorque, tirando o trânsito para passar o túnel, foi tranquilo. O tempo na sexta, quando chegamos, tava de chuva, virando o sol com direito à arco-íris duplo, uma lindeza. 
Dessa vez ficamos ali perto do touro, no distrito financeiro como dizem. “Reza a lenda urbana que passar as mãos em partes específicas da estátua (como os chifres, o focinho ou as testículos) atrai muita sorte e dinheiro”, João ficou indignado.
Dali seguimos até o Eataly pra jantar, mas decidimos andar até o Berimbau (restaurante brasileiro), chegando lá, um agito, achávamos que era fila pra entrar, mas estava fechado pra evento privado. Resolvemos comer num italiano na outra esquina. A comida tava mais ou menos, mas dentro vários brasileiros que por ali passaram, conversei com uma simpática mineira, que teve uma amiga que morou em Greensboro e o marido trabalhou na Volvo, assim que ela foi embora duas pessoas sentam. Reconheci de cara o Jairzinho, cumprimentei, tirei fotografia, soube que uma das filhas poderia até ir pra uma universidade em North Carolina… tão bom ver um rosto querido, que despertou as emoções da infância, fui relembrando todas as informações ligadas à história dele. E pude confirmar que aquele sorriso de menino bom era verdadeiro e estava ali na minha frente. O outro gentleman não me era estranho, me veio um nome (acho que é ele, mas não vou chutar, tão aí jantando). Era ele mesmo, minha mente não me enganara, Wilson Simoninha, escutei música dele na minha playlist na vinda. Eles estavam no Berimbau, Jairzinho havia dito: “vim fazer um trabalho”. Fui procurar a festa, estavam lá, ele, Wilson Simoninha, Seu Jorge, Alex Atala, Júlio César. Que demais! Confesso que dessa vinda, fiquei de olhos abertos a procura dos famosos. Hehe!
Sábado, estava louca pra ir no Time Out do Brooklyn. Nosso trem pro estádio era às 14h, então tava meio tensa com os horários apertados. Resolvemos ir, dali do hotel estávamos bem pertinho do píer pra pegar a balsa pro Brooklyn. Chegamos lá uma fila gigante em um dos portões. Fomos caminhar pelos outros portões de embarque pra ver qual barca levava pro Brooklyn. E tinha uma saindo, sem fila nenhuma. Foi o tempo de comprar o bilhete e eu com um pé na barca esperando Flavio com os bilhetes. Ufa, deu tempo! Passeio curto, mas achei tão lindo! A vista, a água, as pontes. Incrível! Muitos pontos pra fotos lindas. O dia estava lindo! E o Time Out fica pertinho! Aliás, que mercado! Este ano fomos no de Lisboa e no de Porto, no de Lisboa gostei tanto que fomos duas vezes. E o de Nova Iorque é lindo, várias opções de comes e bebes, a vista do rooftop é demais! E o que me deixou louca pra ir foi justamente essa conexão com Portugal, eles fizeram um espaço de torcida, com restaurantes, espaço pra fotos com os jogadores (virtual), lounge, música portuguesa, o restaurante português ainda estava por abrir. Preferi comer no italiano Felice, no térreo. Um carbonara delicioso, fui atendida por uma brasileira. E tinha feirinha de coisas lindas! Sério, o Time Out de NY virou o novo queridinho dos mercados. 
Dali fomos em direção ao Penn Station pra pegar nosso trem pro estádio.
Bastante gente, mas como fomos cedo, deveria ficar mais lotado. Os portões se abriram às 15h, ficamos ali na seção de bares, esperando pra encontrar nossos bancos. O sol tava alto. Fomos dar uma espiada onde sentaríamos, tiramos fotos, e voltamos pra área fresca dos bares.
Trinta minutos antes fomos ver os jogadores aquecer, Tafarel tava lá com os goleiros. De onde estávamos dava pra ver dois trechos bem cheio de torcedores marroquinos, e o grito deles era forte. Na nossa frente, no meio de toda brasileirada, dois marroquinos. Zeca Pagodinho nas potentes caixas de som. E na hora do hino, que momento lindo. Chorei. É forte esse negócio de terra da gente, é berço, é coração. E se em casa eu nem ficaria sentada num sofá vendo o jogo, ali não tem escapatória. É pura emoção mesmo, a gente vira torcedor denovo, quase morre de um infarto, ouve muito palavrão, e fica pensando: nossa, pra que tanto palavrão? Daqui a pouco você começa a falar também, e entende que é instinto, é selvagem, são duas horas de rivalidade. Quando sai o primeiro gol do Marrocos, o marroquino levanta, se agita, provoca muuuito, acende uma raiva que a gente quer mais é dar uns cascudos nele. Sabe aquele sentimento: eu posso xingar os meus, você não. Na hora do nosso gol, aquilo explode de um jeito, não torcia assim desde os anos 20. O resultado foi frustrante, mas pelo menos não perdeu, porque eu tava preocupada, se saísse outro gol do Marrocos, ia dar ruim com o marroquino ali no meio. 
A volta foi até tranquila, mas andamos muito em filas que é pra ir afunilando e evitar a multidão vindo em bloco. Chegando na Penn Station, andamos bastante até pegar outro metrô. Pegamos algo pra comer, as ruas lotadas de brasileiros, marroquinos e em cada bar com TV, uma galera assistindo ao jogo de basquete, final importante. Muita torcida pelas ruas.
Hoje cedo, hora de pegar estrada, passamos pelo Dominique Ansel do Soho, pra relembrar dos doces. Essa bakery abriu em 2013, um ano antes de chegarmos aqui nos Estados Unidos. Naquela época um doce viralizou, o Cronut. Ali se formavam filas, era preciso chegar cedo pra garantir o doce. Hoje às 10h30 a vitrine estava cheia. Delícia! Nesta bakery viemos com João pequeno, em outra das vezes vimos Claire Danes e Demi Lovato num chá de bebê.
Finalizamos nosso passeio e um estabelecimento de esquina chamado Lupe’s fez lembrar que tivemos oportunidade de trazer a mãe aqui e guardar boas lembranças. 

terça-feira, 7 de abril de 2026

Cascais

   Na terça-feira alugamos um carro para seguir até Porto, assim teríamos a liberdade de entrar em algumas cidades. Como nossa estadia em Porto só começava na quarta, fizemos um bate-volta até Cascais. Escolhemos uma osteria mediterrânea (com alma italiana) bem bacana, quase de frente pro mar e pra lá fomos pra reserva do almoço do restaurante Gabbro. 
   Antes passamos por onde vimos os primeiros movimentos de Cascais, como não conseguimos estacionar, seguimos para o restaurante para ver tudo depois com calma. Foi lá que me apaixonei pelos pratos da Costa Nova, o lugar é bonito, colorido. Experimentei a alcachofra com purê de cebolas e parmesão, e foi o prato que mais gostei.
   Saindo do restaurante fomos dar uma espiada na praia logo em frente, mar poderoso, ondas fortes, nem pensar em botar os pezinhos na beirinha, porque parece que o mar vai te engolir.
   De lá fomos conhecer uma força da natureza chamada Boca do inferno. É ali que "pedra mole em pedra dura tanto bate até que fura", as ondas criaram uma passagem entre as pedras, e vão e voltam num espetáculo de força incrível. 
   Conhecemos também o belo Farol de Santa Marta, caminhamos até o centro histórico, vimos feirinha, praças, restaurantes charmosos com mesinhas pra fora, aquele movimento gostoso de uma cidade de praia. Valeu muito a pena passar o dia por lá.

Alcachofra com purê de cebolas e parmesão do Gabbro.



Farol de Santa Marta, em Cascais.



Ida para Porto
   Na quarta, foi o dia de ir para Porto. Em nosso trajeto, uma parada em Óbidos, avistamos as muralhas do estacionamento mesmo. Seguimos para Nazaré para ver as big waves, do alto elas não assustam, embora a temporada de ondas grandes seja até março. Valeu pelo clima surfista, içççççaa, Hang Loose, eu que nasci numa cidade de surfistas, pensei quantos surfistas gostariam de estar ali vivendo isso. Mais a frente na estrada, uma parada em Fátima, descemos até o santuário, achei que a cidade podia estar cheia por conta da Semana Santa, mas estava tudo calmo. Passamos na frente de um restaurante com nome religioso, e alguns jovens entoavam músicas em espanhol. Uma energia boa, de bons meninos. Paramos numa padaria, e a atendente nos chamou a atenção. Para tudo ela virava os olhos. Uma senhora pedia desculpas toda hora por ter mudado o pedido e a senhora virava e revirava os olhos. Chegando na nossa vez, tomamos um espresso, um salgado pro João e quando olhamos: "não aceitamos cartão". Até que ela foi paciente.
   De Fátima seguimos para Aveiro para dar um abraço em uma amiga que por ali mora, a Tati. Fui direto para a loja de ovos moles Peixinho, tomei uma ginja no Mariquinhas (achei a melhor de todas) e por ali nos encontramos, caminhamos pelos arredores e sentamos para um chocolate quente. Uma delícia! Dali seguimos para Porto.

Nazaré, Portugal.

Fátima, Portugal.


Ginja Mariquinhas.



Confeitaria Peixinho.



Porto
Chegamos em Porto no comecinho da noite, pegamos as chaves do apartamento e conseguimos estacionar na rua. Adoramos a localização do apartamento, bem central, perto de tudo. Das janelinhas podíamos avistar a vida acontecendo, o movimento das pessoas. E pertinho descobrimos o restaurante Escondidinho, um charme, comida maravilhosa, atendimento, ambiente. Adoramos!

Restaurante Escondidinho, Porto.


Na quinta, fomos conhecer o Mercado do Bolhão, imperdível, tudo fresco, lindo, colorido, muita coisa pra ver. Bolinho de bacalhau das barracas, frutas frescas, sucos, uma tacinha de vinho, azeites, queijos... 

Mercado Bolhão, Porto.


A tarde tínhamos uma visita a famosa produtora de vinho do Porto Taylor's. Passamos um tempo por lá, e depois viemos caminhando para conhecer a Vila Nova de Gaia. As vistas são lindas, impossível não querer caminhar por tudo. Resolvemos voltar a pé e almoçar mais perto de onde estávamos, subidos mais de 200 degraus de escada. Passamos em frente a Time Out do Porto e por ali resolvemos ficar pro almoço tardio. Comi um prato maravilhoso. Time Out é vida! Hehe! Flavio preferiu não comer, para poder experimentar o sanduíche "a francesinha" mais tarde. É que a noite tínhamos o show Dominguinho, dos brasileiros João Gomes, Jota P. e Mestrinho. Aliás, um momento pra lá de especial, comprei os ingressos antes mesmo de ter as passagens. O teatro era praticamente ao lado do nosso apartamento, e em frente havia um restaurante que se autointitula: a melhor francesinha.

Taylor's museum circuit.


Vila Nova de Gaia.

A francesinha.


Coliseu Porto.

O show foi incrível, casa lotada, todo mundo cantando, nosso João cantou junto. No final virou um grande carnaval. Muita alegria no coração de ver aqueles meninos se divertindo no palco como bons amigos fazendo música.
Sexta, João dormiu um pouco mais, aproveitei para ir atrás dos meus pratos e entrar em algumas lojinhas com calma. Parei em uma, olhei peça por peça, cada coisa mais linda que a outra, a senhora que estava atendendo, me falou: "Dá gosto de ver alguém entrar aqui e ver tudo com calma como você fez!". 
Flavio também saiu quando retornei. Almoçamos num restaurante da redondeza, fomos tomar um sorvete despretensioso na sorveteria ao lado e tomei um sorvete que eu nunca vou esquecer: figos secos e nozes, simplesmente perfeito. Tivemos chance de ir à Livraria Lello (tínhamos perdido o horário da manhã, e eles nos deixaram entrar à tarde). Passamos novamente pelo Mercado do Bolhão, para curtir mais um bocadinho daquele clima. 

Gelateria Portuense e o sorvete de figo e nozes.



Livraria Lello.



Voltamos para o apartamento, Flavio foi buscar numa padaria alguns frios, pães e vinho para curtimos nossa última noite da janela do apartamento.
Sábado, voltando resolvemos passar por Aveiro para poder ver as casinhas coloridas. Linda paisagem, e por lá almoçamos num restaurante barco, dica de minha amiga. Outra atendente interessante. "Queria um vinho verde". "Só garrafa". "Uma caipiroska". "Não sei fazer, só sei fazer caipirinha". "Uma coca zero então". "Eu posso tentar...". "Não, vai ser a coca zero". Depois de uma demora, tudo bem pra nós esperar, mas o prato do João veio errado e ela tentando convencer João a ficar com o prato. "É que eu estou com a cabeça cheia". Em compensação, quando chegou nosso prato, comemos o Bacalhau com natas mais delicioso do mundo. Depois disso, achamos tudo engraçado. Ela veio se desculpar. Pronto! (Ela repetia: Pronto!). Tentei comprar ovos moles por ali, mas tinha acabado. O que foi bom, porque comprei no mercado logo em frente. Enfim, um passeio delicioso e inesquecível.

Bacalhau com natas, do Costa do Sol em Aveiro.


Fizemos uma parada em Coimbra para conhecer a Universidade. 



Chegamos em Lisboa no fim de tarde, pegamos um hotel perto do aeroporto (fiz a reserva no próprio site, e como fiz um cadastro, tive desconto e ficou melhor que no Booking). Prontos para começar nosso retorno na manhã seguinte.



Para mais fotos (Intagram): @joujou.melendres




segunda-feira, 6 de abril de 2026

   Nossa viagem a Portugal teve como referência as dicas do blog "Viaja que passa", imprimi as páginas para ter algo em mãos e fui fazendo minhas anotações. Ali quase tudo me interessou, a sequência, as dicas, um pouco de história. Numa cidade cosmopolita como Lisboa, são muitos os atrativos, li e reli meus papéis, fiquei perdida com tanta coisa, mas sabia que durante a viagem e, principalmente, depois, saberia por andei, o que me chamou a atenção. Antes de ir, eu sabia que ia comer o Pastel de Bacalhau do centro, tomar um copinho de chocolate com Ginja, comer o pastel de Nata da Manteigaria (influenciada ou não, achei o melhor mesmo).

Pastel de Nata da Manteigaria.


   Procurei lugares para ficar no bairro Chiado, um bairro bem bacana pra bater perna, mas tive a grande sorte de ficar no bairro Príncipe Real, em um apartamento de frente para a Praça das Flores, dali fomos a pé a quase todos os lugares de interesse. Boas caminhadas, muitas ladeiras, tênis e muita disposição. E quando voltávamos, tínhamos a praça inteira a nossa disposição, com aquele clima animado de sol de Primavera e eterno Happy Hour, sorveteria, pizzaria, mercadinho, restaurantes charmosos, tudo do lado de casa. Nosso apartamento tinha lava-roupas, perfeito pra gente que não exagera no tamanho da mala.



Restaurantes ao redor da Praça Flores, onde ficamos.



Pizzaria Coppola, portinha ao lado do nosso apartamento.



   Chegamos em uma sexta-feira à tarde. Do aeroporto, pegamos 2 ônibus (coloca no Google Maps, opção bus) para chegar até o apartamento. Descemos umas duas ruas antes do local, as rodinhas da mala foram um pouco judiadas, mas sobreviveram. Fomos avisando o horário de chegada ao anfitrião, e ele estava na frente do apartamento a nos esperar. Amei o lugar, o entorno, a atmosfera cheia de vida. Foi o lugar perfeito para nós. Depois, fingindo costume, confesso que tinha um certo orgulho toda vez que entrava no apartamento. Olhava em volta, os restaurantes cheios, agito, a gente ali, podia ficar pro agito ou só entrar naquela portinha ali do lado de tudo. Êhh alegria!
Bom, primeiro dia descemos (ou subimos, porque eu só vi ladeira que sobe) pro Chiado, depois descemos pra Praça do Comércio. No caminho, o famoso pastel de bacalhau com queijo da Serra da Estrela (Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau), se você tomar o vinho, você pode ficar com o copo, que tem a data. Trouxe na sacolinha de mão (para o avião, levo sacola de mão para coisas delicadas). Do cais vimos o pôr do sol, um detalhe, tivemos os dias mais azuis e brilhosos que se pode sonhar, com direito a noite de Lua Cheia.

Pastel de Bacalhau e copo "brinde".


  Dia 2, no dia 1 avistamos de um miradouro o Castelo de São Jorge e decidimos ir até lá. Fomos a pé, subimos o morro, uma caminhada linda, várias paradas, Igreja onde Santo Antônio foi batizado, gelato de limão na casca de limão, depois de conhecer o Castelo decidimos almoçar no LX Factory, bem descoladinho mesmo, paramos num restaurante cool, e o garçom era todo opinativo: "Não, esse prato é estranho, vem um ovo cru, não, não... sugiro este outro aqui". Dali passamos numa livraria, caminhamos pela feirinha que tinha por lá. Muita coisa pra ver.

Do alto do Castelo de São Jorge.

LX Factory.


Dia 3 - foi pra bater perna aleatória, ver de onde saem os trenzinhos, almoçar no Time Out, que pra mim foi um dos lugares mais práticos de se comer, a comida é boa, tem opção para todos os gostos, e você não fica preso a um menu. Todo mundo fica feliz.

Time Out Lisboa


Dia 4 - Fomos até o Mosteiro, mas não nos demoramos, tínhamos horário para um passeio no Oceanário. João gostou bastante. Dali fomos fazer um almoço tardio no Time Out denovo porque realmente gostei. Na Torre de Belém passamos de carro, estacionamos um pouco e também não nos demoramos. Ah gente, é muita coisa pra ver, muita gente, se deslocar até um lugar para curtir é legal, mas a gente faz escolhas na hora que fazem mais sentido pro nosso momento. Vou dar um exemplo, anotei uma casa de café antiga, linda, mas daí você chega na frente, tem um cardápio tradicional, que você tem que entrar ali, fazer uma refeição, só para ver o lugar, e isso que você passa na hora do almoço atrasado, quase 15h, e você quer comer um prato de comida. 
Amamos bater perna em Lisboa, conhecer restaurantes que você procura na hora, como "O Jardim", comer uma pizza maravilhosa na própria pizzaria ou sentada na praça, comer um "o melhor bolo de chocolate", das coisas que a gente vai lembrando de ter anotado em algum lugar e ir descobrindo outras. Foi incrível. Nossa avaliação e conversa aqui em casa, para uma família de 3 pessoas como a nossa, e pelos nossos interesses, 3 dias em Lisboa são suficientes para nós. Se eu lembrar de mais coisas, vou anotando e complementando por aqui.

Landeau - bolo de chocolate.



Rua Rosa, perto do Time Out Lisboa.



Blog "Viaja que passa": 

Mais fotos, Instagram: @joujou.melendres








terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Estou no terceiro livro do começo de ano. Trago muitos livros do Brasil, gosto de ler livro físico, antes de dormir, em português, me sinto confortável, "ah, preciso treinar a leitura em inglês também", preciso, mas quando vou ler por prazer e não por estudo, leio em português mesmo, bem feliz. Aliás, dois livros de um autor que conheci ano passado, Tom Cardoso. Um deles é Crônicas do Tom, textos para quem tem um parafuso a menos. Adooooro gente que tem histórias para contar e, principalmente, que sabe como contar! Ele também fez a biografia da Cássia Eller, estou terminando. Ele é ótimo!

Crônicas do Tom, Tom Cardoso.

Eu queria se Cássia Eller, Tom Cardoso.

Li também um best seller, não vou falar nome, nem gênero, mas logo você vai adivinhar. Foi um presente, não é o tipo de livro que procuro, mas achei bom, pude aproveitar alguns pensamentos, tive alguns gatilhos, mas depois, nos 75% do livro, eu pensei: "mas porque eu estou lendo esta parte?". Achei que a fórmula do livro tinha funcionado só até ali para mim, me desconectei. Daí peguei o conhecimento que me foi passado, para aplicar na minha vida. E, a partir disso, escolhi um tema e uma sequência de subtemas que por si só já dizem tudo que deve ser feito. E se estes subtemas fossem desenvolvidos, dariam um manual, quiçá um livro, mas são frases-chaves. Quem sabe daí não sai algo. Por que não?

Pequeno planejamento para transformar o cotidiano

  • Sim, a rotina é necessária
  • Deixando que a rotina deixe de ser tão boring
  • Tarefas e obrigações podem ter uma cara melhor
  • Cuidando da autoestima
  • Se fazendo confortável
  • Fazendo com os que estão ao seu lado mais confortáveis
  • Dar espaço as coisas que você gosta de fazer
  • Planos e sonhos
  • Criar o meu espaço
  • Cuidar do meu espaço
  • Ler, escutar música
  • Sair de casa, se inspirar no que você vê
  • Plano de viagem
Será que esses tópicos despertam o interesse de mais alguém aí?


Ah, os bonecos de neve do Snow Day, as xícaras de chá, de café, de chocolate quente e os potes de sopa. Parece gostoso, é bonito de ver e tals, mas quem mora num lugar onde "não eram" frequentes as nevascas, e consequentemente ainda não está preparado para isso, a rotina de neve não é tão suave. Digo isso, porque a região onde moramos não é tão comum nevar, e consequentemente não vemos serviço de limpeza de ruas secundárias, terciárias, deve haver um plano, mas ele é mais devagar. Por exemplo, não vejo sal de derreter gelo no mercado como um produto sazonal de primeira, e em épocas como essa, ele some das prateleiras muito rápido. 

Por aqui estamos há quase duas semanas sem aulas. As ruas secundárias, terciárias continuam escorregadias. O ônibus escolar não passa. Os estacionamentos ainda não foram limpos, cada um limpa sua calçada por conta própria, alguns jovens se oferecem para o serviço em troca de um bom tip. Eu particularmente gosto de limpar minha calçada, dá aquela sensação de ser serviço bem-feito que você vai espiar a toda hora. E é assim, um vizinho sai pra limpar, o outro meio que se sente na obrigação de fazer, e começa aquela disputa de quem foi mais caprichoso primeiro. 

Segunda neve de janeiro.


Sobre a correria do mercado. Sim, existe aquela correria pelos itens básicos ou não perecíveis fáceis de comer. Aqui em casa funcionou assim, de olho na previsão, calculamos que ia ser um fim de semana prolongado e ilhado. Foi o que aconteceu, primeiro, segundo e terceiro dia você fica em casa, no quarto você já começa a saracotear (mercado, trabalho, quem é obrigatório e seguro estar no local). Eu ponho fé que não vai faltar luz, então penso no bolo, no pão caseiro, em usar o forno. O fogão é a gás então dá pra usar tranquilamente. Se faltar luz, vai ficar muito frio sem o aquecimento, daí vamos ter que aprender a usar a lareira que nunca ligamos e tirar todos os cobertores possíveis do armário, isso nunca aconteceu conosco. Mas celulares devem ficar carregados, lanternas, velas a mão.

No mais a rotina segue dentro de casa, com todos trabalhando juntos, criança fazendo as tarefas de escola, pais trabalhando online e na rotina da casa. E é um tal de comer e beber que tem uma hora que chegaaaaa! 

Semana passada com as estradas limpas, deu para chegar até o centro da cidade, onde os restaurantes esperam ansiosamente por clientes. Janeiro costuma ser o pior mês para os negócios locais. Fomos na sexta no restaurante que tem gostinho de New Orleans, e aquele tempero é perfeito para dias frios. Estava tudo uma delícia, do atendimento as comidas e bebidas.  Voltamos pra casa sã e salvos. Havia nova previsão de neve para o dia seguinte e o fim de semana teve muita neve. Tiramos neve da calçada no sábado e voltamos a tirar no domingo. O porquê dessa pressa é que a neve pode virar gelo, daí perde aquela consistência de areia fofa, daí o trabalho fica mais duro. 

Shrimp and grits do Blue Denin.


Sexta antes da segunda neve.

E a marmota neste último dia 02 de fevereiro, em Punxsutawney, na Pensilvania (já morei lá perto e nunca fui visitá-la), previu um inverno longo.


Quer saber mais sobre o Dia da Marmota, clique aqui:

 Dia da Marmota (Groundhog Day)








domingo, 1 de fevereiro de 2026

   O "depois" virou as fotos abaixo. Aqui vou tentar relembrar de onde veio cada peça, sua história e significado para mim.

As bases.

   As bases foram: dois quadros, um de cortiça e outro de tecido que comprei na Target; um porta-retrato que tinha algo para segurar meu calendário, pois sei que o calendário vai ser substituído todo ano, não ia colocar apenas um prego para ele; e um porta-cartas que estava meio sem função. 

Terminei a noite. Com a luz artificial.



Com a luz natural.



Calendário da Arado.

   Comprei este calendário da Arado no Mercado Central de BH, lá fomos muito bem atendidas e pudemos comprovar a simpatia dos mineiros, pois fomos convidadas a conhecer o espaço onde são produzidas parte das artes lindas da loja. "Eu vou fechar a loja agora pro almoço, vocês querem ir ali dar uma espiada, é aqui do lado". E lá fomos nós, felizes de conhecer este espaço tão criativo e inspirador. 
   Adoro a surpresa das folhas do calendário, arrancar a página do mês que acabou (agora tenho perguntado a João antes, é claro que ele também gosta. Ah, inclusive, ele me pediu uma parede para ele criar o espaço dele).

Ilustração, tags, livrinho e fita.

   A ilustração aí é de @anacardia_ilustra, eu achei muito fofa, lembro que teve uma época que eu tentava pintar ou desenhar esse estilo de cabelo pro ar. As duas tags amarelas eu fiz, gosto dos trechos que selecionei. O livrinho é um porta-post-it. E aquela flor seca é do bolo mágico da Renata, vai lá no meu Instagram (@joujou.melendres) ver esse bolo. Ela é incrível. A fita eu comprei na Village Fabric Shop, ali no Reynolda Village, como ela é muito linda e estava muito guardada, achei que assim ela ia aparecer mais.

Sacolinha para compras.

   Essa sacolinha de feira estilo retrô é muito fofa. Andamos bastante para poder visitar esta loja adorável. E foi outro atendimento muito simpático, foi lá que comprei meu primeiro Guaramão. E ela está num "pendurador" que eu comprei em Buenos Aires e ficou guardado por anos.



   O panfleto da gráfica da Arado; o "trem de guardar os trem", comprei no Mercado Central de BH; minha logo feita por minha irmã Fefê; o buquê que veio com meu bolo também; e dois cartões que eu fiz e me fazem sorrir.



   Aquele casal de japoneses estava em outro quadro que tenho cheio de pequenos objetos, transferi para cá, porque foi a única parte da parede que o prego machucou e ficou à vista. HAUHAUAHUAHAUA! Mas gostei, eles ganharam destaque, vieram do Japão do Epcot Center. A cadernetinha "Trenzim de rabiscar" veio de uma loja muito legal do Mercado Central; a caixinha rosa veio de Richmond da loja do Ted Lasso, e derrete meu coração toda vez que lembro que estive lá; o bloco de notas é da @anna_cunha. Amo!


   A boneca da @anacardia_dolls ganhei de aniversário, as bonecas dela são uma arte, muito disputadas quando ela põe à venda. Foi um presente especial de minhas irmãs. As fitas vieram da mesma loja que já mencionei, a sacolinha foi uma embalagem para presente da caprichosa @my_little_doll7, que tive a chance de conhecer na @quermessedamary em nosso primeiro dia em BH.

@joujou.melendres
@joujou.melendres.studio







   Dias de gelo e neve em nosso inverno. Uma semana sem aula, e vamos começar a semana sem aula denovo. Hoje saiu um sol lindo de viver, as temperaturas continuam baixas, agora são 13h e poucos, faz -2°C com sensação de -4°C, de madrugada a sensação era de -17°C, por causa do vento súli.

   Fizemos comidinhas, bebidinhas, limpamos duas vezes a calçada (eu e Flavio dividimos meio a meio), consigo treinar em casa, mas é muito tempo olhando essas paredes, que resolvi colocar minhas coisinhas mais à vista. Já tinha comprado dois murais na Target, achei mais duas bases que quase foram vendidas ou doadas. Aí comecei a pensar como poderia dispor tudo. Eu e Flavio fizemos as medições, e ele pregou pra mim. Desisti de pregar os castiçais (da 2ª foto) e agora tenho novo planos pra esses dois lindos. Este é o antes: 

Parede vazia como podem ver.


Bases para pendurar na parede. A do calendário era um porta-retrato.








quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

   A neve começou tímida no sábado, domingo pode-se dizer que nevou. Crianças lembravam o desenho do Snoopy, animados com o snow day, subindo e descendo com seus sleds. A vizinha fez cuca e me chamou pra comer quentinha com café passado na hora. Ah, a animação de um fim de semana frio e cozy! Mas daí veio a segunda, a terça, a quarta, e teremos a quinta sem aula... Não nevou mais, mas com as baixas temperaturas virou tudo gelo. O carro saiu da garagem, consegui limpar a calçada, porque eu adoro limpar uma calçada de neve, no caso foi gelo, mais força. Conseguimos ir ao mercado. Eu já estava ficando preocupada, será que comprei papel higiênico suficiente. Comida sempre tem. E graças a Deus não faltou energia. E parece que vem outra frente fria no próximo fim de semana. Talvez mais uns dias ilhados, mas as temperaturas prometem subir a partir da próxima terça, quando fevereiro já bater na porta.

 

   Sexta fomos dar nossa bordejada no "bar do bairro". Observando o movimento, a gente sempre fica preocupado se a banda vai ter "quorum" (dá pra usar quorum aqui?), porque a gente tem que prestigiar o artista local. As mesas todas ocupadas, de repente o casal da mesa ao lado foi embora, só jantaram e se mandaram. Pow, sacanagem. Alguém por favor para ocupar essa mesa. Uma família de 3 pessoas, dentre elas, uma jovem com seus menos de 20 anos. Um cachorrinho. João se animou a interagir. Tenho muito cuidado porque não acho que os donos gostam muito que fiquem em cima dos bichinhos. A moça disse “Viemos pelo food truck de sushi, é muito bom”. Entendiiiii = "Vamos comer, e já vamos sair fora, não importa se meus pais arriscarem a gostar da banda". Daí para ajudar, um senhor levou outro pet, um cachorro urso, lindo e gigante. E resolveu que os pets tinham que fazer amizade. Se a menina não queria socializar, daí ali ficou difícil, porque alguém tinha que proteger o cachorro menor, o outro era bonito, parecia bonzinho, mas há um desconforto, devido até ao tamanho da boca dele. Foi só o tempo do sushi mesmo. A mesa desocupou fácil. Mas vieram outros, a noite foi boa.


   Flavio tem o capricho de seguir a receita corretamente. Admiro isso, eu tenho preguiça, leio uma vez, vejo o vídeo rapidamente, só volto para me atestar das quantidades. Quando ele faz um ovo mexido, me atento aquela mexida dos chefs aquela que torce o meio da omelete, tem uns que fazem até com um hashi, acho fino. Já vi Flavio se aprimorando nesse movimento, eu nem tento. Faço a omelete e depois pico com a colher de pau reta, como se estivesse separando carne moída. HAUAHUAHAUHA! O mesmo acontece com a farofa de cuca, tenho preguiça da farofa de cuca, a minha não fica igual, não seiiiii fazer aquela consistência! E assim minha cuca sai do forno com a farofa toda molhada.  


   Resolvi usar tampão no ouvido nas aulas da academia, demorei a olhar com carinho praquela caixinha com tampões free na entrada da sala, nem sabia como tirá-los dali. Hoje meus ouvidos funcionam, ouço bem, graças a Deus. Mas por que abusar dos meus tímpanos ouvindo música muito alta? Outro dia a profa ligou o som e sem querer estava no volume máximo, todo mundo fez cara de dor, ela se desculpou, tudo bem, e eu já estava com meu tampão, pensando, muito sabida: "Oi? Onde dói? Aqui não senti".










segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

   Fui para conhecer mais algum lugar de Minas, estava entre Ouro Preto e Inhotim. A parte histórica de Ouro Preto estava me puxando mais, mas Inhotim também despertou minha curiosidade. 

   Eu havia passado por uma agência de turismo do Mercado Central, mas não obtive sucesso, estava chovendo, o que tinha já estava lotado, mesmo assim deixei meu contato aguardando retorno e cobrando. Quando cheguei no hotel em BH no fim de tarde, perguntei na portaria se poderiam me indicar alguém para o passeio, e recebi um cartão. Era de uma mulher (@flaviataxibh), conhecida até no jornal, isso me deu um ânimo. Entrei em contato e ela estava disponível, poderia fazer das 8h às 16h, Ouro Preto e Mariana. Decidi fazer só Ouro Preto, para focar em pontos específicos. Assim que deixei tudo acertado, fui direto fazer meu roteiro. Fui relembrar minha história com Ouro Preto, da época da adolescência quando li "A Ladeira da Saudade" e a partir disso, fiz o roteiro do romance de Tomás Antônio Gonzaga e sua "Marília de Dirceu".

Segue o roteiro: 

- Casa de Gonzaga

- Ponte dos Suspiros

- Chafariz do Largo de Marília

- Escola Estadual Marília de Dirceu de Ouro Preto (onde foi a casa dela)

- Igreja São Francisco de Assis

- Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição

- Museu da Inconfidência

- Restaurante Conto de Réis

- Museu da Casa dos Contos (se não estiver chovendo, fazer Parque Horto dos Contos, dá pra entrar ali pelo Museu dos Contos, no jardim)

- Igreja do Pilar.


Da Casa de Gonzaga fui até a janela de onde ele avistava a casa de sua amada, das janelas também pude ver a vistosa igreja defronte (a Igreja São Francisco de Assis). Dali desci à pé até a casa de Marília. No meio do caminho uma curiosidade importante de minha família relacionada à Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição. Meu avô era desenhista e ficou incumbido de fazer o projeto da Igreja Matriz de Imbituba, ele teria ido a Ouro Preto para se inspirar. E de lá voltou com ideias para o projeto. Hoje a Igreja de Imbituba se chama Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição de Imbituba, e na frente há uma placa em homenagem a meu avô. Entrei na Igreja São Francisco de Assis, e dali fui ao Museu da Inconfidência, muito forte a presença de tristes lembranças daquela época. Das caminhadas pelas ladeiras fui almoçar no Conto de Réis, o torresmo é um dos melhores que já provei. Por fim, passei na Igreja do Pilar, a terceira mais rica em ouro. E depois de tanta história, senti toda a nostalgia de um lugar que tinha que ser conhecido, que já havia feito morada no meu coração quando eu li o livro. E é claro, reli a "Ladeira de Saudade" e pude lembrar de cada trechinho que visitei.











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