A neve começou tímida no sábado, domingo pode-se dizer que nevou. Crianças lembravam o desenho do Snoopy, animados com o snow day, subindo e descendo com seus sleds. A vizinha fez cuca e me chamou pra comer quentinha com café passado na hora. Ah, a animação de um fim de semana frio e cozy! Mas daí veio a segunda, a terça, a quarta, e teremos a quinta sem aula... Não nevou mais, mas com as baixas temperaturas virou tudo gelo. O carro saiu da garagem, consegui limpar a calçada, porque eu adoro limpar uma calçada de neve, no caso foi gelo, mais força. Conseguimos ir ao mercado. Eu já estava ficando preocupada, será que comprei papel higiênico suficiente. Comida sempre tem. E graças a Deus não faltou energia. E parece que vem outra frente fria no próximo fim de semana. Talvez mais uns dias ilhados, mas as temperaturas prometem subir a partir da próxima terça, quando fevereiro já bater na porta.
Sexta fomos dar nossa bordejada no "bar do bairro". Observando
o movimento, a gente sempre fica preocupado se a banda vai ter "quorum" (dá pra usar quorum aqui?), porque a
gente tem que prestigiar o artista local. As mesas todas ocupadas, de repente o
casal da mesa ao lado foi embora, só jantaram e se mandaram. Pow, sacanagem. Alguém
por favor para ocupar essa mesa. Uma família de 3 pessoas, dentre elas, uma
jovem com seus menos de 20 anos. Um cachorrinho. João se animou a interagir.
Tenho muito cuidado porque não acho que os donos gostam muito que fiquem em
cima dos bichinhos. A moça disse “Viemos pelo food truck de sushi, é muito bom”.
Entendiiiii = "Vamos comer, e já vamos sair fora, não importa se meus pais
arriscarem a gostar da banda". Daí para ajudar, um senhor levou outro pet, um
cachorro urso, lindo e gigante. E resolveu que os pets tinham que fazer
amizade. Se a menina não queria socializar, daí ali ficou difícil, porque
alguém tinha que proteger o cachorro menor, o outro era bonito, parecia
bonzinho, mas há um desconforto, devido até ao tamanho da boca dele. Foi só o tempo do sushi mesmo. A mesa desocupou
fácil. Mas vieram outros, a noite foi boa.
Flavio tem o capricho de seguir a receita corretamente. Admiro isso, eu tenho preguiça, leio uma vez, vejo o vídeo rapidamente, só volto para me atestar das quantidades. Quando ele faz um ovo mexido, me atento aquela mexida dos chefs aquela que torce o meio da omelete, tem uns que fazem até com um hashi, acho fino. Já vi Flavio se aprimorando nesse movimento, eu nem tento. Faço a omelete e depois pico com a colher de pau reta, como se estivesse separando carne moída. HAUAHUAHAUHA! O mesmo acontece com a farofa de cuca, tenho preguiça da farofa de cuca, a minha não fica igual, não seiiiii fazer aquela consistência! E assim minha cuca sai do forno com a farofa toda molhada.
Resolvi usar tampão no ouvido nas aulas da academia, demorei a olhar com carinho praquela caixinha com tampões free na entrada da sala, nem sabia como tirá-los dali. Hoje meus ouvidos funcionam, ouço bem, graças a Deus. Mas por que abusar dos meus tímpanos ouvindo música muito alta? Outro dia a profa ligou o som e sem querer estava no volume máximo, todo mundo fez cara de dor, ela se desculpou, tudo bem, e eu já estava com meu tampão, pensando, muito sabida: "Oi? Onde dói? Aqui não senti".
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