Nova Iorque nos tempos de Copa 2026

   Ano de Copa e o primeiro jogo do Brasil foi em Nova Jersey, aqui nos Estados Unidos. E essa foi nossa oportunidade de assistir um jogo da Copa do Mundo ao vivo.
Saímos na sexta, fomos de carro, viagem longa, mas fluiu bem, mesmo ali em Nova Iorque, tirando o trânsito para passar o túnel, foi tranquilo. O tempo na sexta, quando chegamos, tava de chuva, virando o sol com direito à arco-íris duplo, uma lindeza. 

Chegada a NY


Dessa vez ficamos ali perto do touro, no distrito financeiro, como dizem. “Reza a lenda urbana que passar as mãos em partes específicas da estátua (como os chifres, o focinho ou as testículos) atrai muita sorte e dinheiro”, João ficou indignado.
Dali seguimos até o Eataly pra jantar, mas decidimos andar até o Berimbau (restaurante brasileiro), chegando lá, um agito, achávamos que era fila pra entrar, mas estava fechado pra evento privado. Resolvemos comer num italiano na outra esquina. A comida tava mais ou menos, mas dentre vários brasileiros que por ali passaram, conversei com uma simpática mineira, que teve uma amiga que morou em Greensboro e o marido trabalhou na Volvo, assim que ela foi embora duas pessoas sentam. Reconheci de cara o Jairzinho, cumprimentei, tirei fotografia, soube que uma das filhas poderia até ir pra uma universidade em North Carolina… tão bom ver um rosto querido, que despertou as emoções da infância, fui relembrando todas as informações ligadas à história dele. E pude confirmar que aquele sorriso de menino bom era verdadeiro e estava ali na minha frente. O outro gentleman não me era estranho, me veio um nome (acho que é ele, mas não vou chutar, tão aí jantando). Era ele mesmo, minha mente não me enganara, Wilson Simoninha, escutei música dele na minha playlist na vinda. Eles estavam no Berimbau, Jairzinho havia dito: “vim fazer um trabalho”. Fui procurar a festa nas mídias, estavam lá, ele, Wilson Simoninha, Seu Jorge, Alex Atala, Júlio César. Que demais! 
Confesso que nesta vinda, fiquei de olhos abertos a procura dos famosos. Hehe!

O Jairzinho 


Sábado, estava louca pra ir no Time Out do Brooklyn. Nosso trem pro estádio era às 14h, então tava meio tensa com os horários apertados. Resolvemos ir, dali do hotel estávamos bem pertinho do píer pra pegar a balsa pro Brooklyn. Chegamos lá uma fila gigante em um dos portões. Fomos caminhar pelos outros portões de embarque pra ver qual barca levava pro Brooklyn. E tinha uma saindo, sem fila nenhuma. Foi o tempo de comprar o bilhete e eu com um pé na barca esperando Flavio comprou os bilhetes. Ufa, deu tempo! Passeio curto, mas achei tão lindo! A vista, a água, as pontes. Incrível! Muitos pontos pra fotos, o dia estava ajudando muito também! E o Time Out fica pertinho da saída do píer.
Aliás, que mercado! Este ano fomos no de Lisboa e no de Porto, no de Lisboa gostei tanto que fomos duas vezes. E o de Nova Iorque é lindo, várias opções de comes e bebes, a vista do rooftop é demais! E o que me deixou louca pra ir foi justamente essa conexão com Portugal, eles fizeram um espaço de torcida, com restaurantes, espaço pra fotos com os jogadores (virtual), lounge, música portuguesa, o restaurante português ainda estava por abrir. Preferi comer no italiano Felice, no térreo. Um carbonara delicioso, fui atendida por uma brasileira. E tinha feirinha de coisas lindas! Sério, o Time Out de NY virou o novo queridinho dos mercados. 

Time Out NY


Dali fomos em direção ao Penn Station pra pegar nosso trem pro estádio.
Bastante gente, mas como fomos cedo, deveria ficar mais lotado. Os portões se abriram às 15h, ficamos ali na seção de bares, esperando pra encontrar nossos bancos. O sol tava alto. Fomos dar uma espiada onde sentaríamos, tiramos fotos, e voltamos pra área fresca dos bares.
Trinta minutos antes fomos ver os jogadores aquecer, Tafarel tava lá com os goleiros. De onde estávamos dava pra ver dois trechos bem cheio de torcedores marroquinos, e o grito deles era forte. Na nossa frente, no meio de toda brasileirada, dois marroquinos. Zeca Pagodinho nas potentes caixas de som. E na hora do hino, que momento lindo. Chorei. É forte esse negócio de terra da gente, é berço, é coração. E se em casa eu nem ficaria sentada num sofá vendo o jogo, ali não tem escapatória. É pura emoção mesmo, a gente vira torcedor denovo, quase morre de um infarto, ouve muito palavrão, e fica pensando: nossa, pra que tanto palavrão? Daqui a pouco você começa a falar também, e entende que é instinto, é selvagem, são duas horas de rivalidade. Quando sai o primeiro gol do Marrocos, o marroquino levanta, se agita, provoca muuuito, acende uma raiva que a gente quer mais é dar uns cascudos nele. Sabe aquele sentimento: eu posso xingar os meus, você não. Na hora do nosso gol, aquilo explode de um jeito, não torcia assim desde os anos 20. O resultado foi frustrante, mas pelo menos não perdeu, porque eu tava preocupada, se saísse outro gol do Marrocos, ia dar ruim com o marroquino ali no meio. 
A volta foi até tranquila, mas andamos muito em filas que é pra ir afunilando e evitar a multidão vindo em bloco. Chegando na Penn Station, andamos bastante até pegar outro metrô. Pegamos algo pra comer, as ruas lotadas de brasileiros, marroquinos e em cada bar com TV, uma galera assistindo ao jogo de basquete, final importante. Muita torcida pelas ruas.

Brasil X Marrocos


Hoje cedo, hora de pegar estrada, passamos pelo Dominique Ansel do Soho, pra relembrar dos doces. Essa bakery abriu em 2013, um ano antes de chegarmos aqui nos Estados Unidos. Naquela época um doce viralizou, o Cronut. Ali se formavam filas, era preciso chegar cedo pra garantir o doce. Hoje às 10h30 a vitrine estava cheia. Delícia! Nesta bakery viemos com João pequeno, em outra das vezes vimos Claire Danes e Demi Lovato num chá de bebê.
Finalizamos nosso passeio e um estabelecimento de esquina chamado Lupe’s fez lembrar que tivemos oportunidade de trazer a mãe aqui e guardar boas lembranças. 



Mais fotos:
Instagram @joujou.melendres 



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