Portugal - parte 2

Cascais

   Na terça-feira alugamos um carro para seguir até Porto, assim teríamos a liberdade de entrar em algumas cidades. Como nossa estadia em Porto só começava na quarta, fizemos um bate-volta até Cascais. Escolhemos uma osteria mediterrânea (com alma italiana) bem bacana, quase de frente pro mar e pra lá fomos pra reserva do almoço do restaurante Gabbro. 
   Antes passamos por onde vimos os primeiros movimentos de Cascais, como não conseguimos estacionar, seguimos para o restaurante para ver tudo depois com calma. Foi lá que me apaixonei pelos pratos da Costa Nova, o lugar é bonito, colorido. Experimentei a alcachofra com purê de cebolas e parmesão, e foi o prato que mais gostei.
   Saindo do restaurante fomos dar uma espiada na praia logo em frente, mar poderoso, ondas fortes, nem pensar em botar os pezinhos na beirinha, porque parece que o mar vai te engolir.
   De lá fomos conhecer uma força da natureza chamada Boca do inferno. É ali que "pedra mole em pedra dura tanto bate até que fura", as ondas criaram uma passagem entre as pedras, e vão e voltam num espetáculo de força incrível. 
   Conhecemos também o belo Farol de Santa Marta, caminhamos até o centro histórico, vimos feirinha, praças, restaurantes charmosos com mesinhas pra fora, aquele movimento gostoso de uma cidade de praia. Valeu muito a pena passar o dia por lá.

Alcachofra com purê de cebolas e parmesão do Gabbro.



Farol de Santa Marta, em Cascais.



Ida para Porto
   Na quarta, foi o dia de ir para Porto. Em nosso trajeto, uma parada em Óbidos, avistamos as muralhas do estacionamento mesmo. Seguimos para Nazaré para ver as big waves, do alto elas não assustam, embora a temporada de ondas grandes seja até março. Valeu pelo clima surfista, içççççaa, Hang Loose, eu que nasci numa cidade de surfistas, pensei quantos surfistas gostariam de estar ali vivendo isso. Mais a frente na estrada, uma parada em Fátima, descemos até o santuário, achei que a cidade podia estar cheia por conta da Semana Santa, mas estava tudo calmo. Passamos na frente de um restaurante com nome religioso, e alguns jovens entoavam músicas em espanhol. Uma energia boa, de bons meninos. Paramos numa padaria, e a atendente nos chamou a atenção. Para tudo ela virava os olhos. Uma senhora pedia desculpas toda hora por ter mudado o pedido e a senhora virava e revirava os olhos. Chegando na nossa vez, tomamos um espresso, um salgado pro João e quando olhamos: "não aceitamos cartão". Até que ela foi paciente.
   De Fátima seguimos para Aveiro para dar um abraço em uma amiga que por ali mora, a Tati. Fui direto para a loja de ovos moles Peixinho, tomei uma ginja no Mariquinhas (achei a melhor de todas) e por ali nos encontramos, caminhamos pelos arredores e sentamos para um chocolate quente. Uma delícia! Dali seguimos para Porto.

Nazaré, Portugal.

Fátima, Portugal.


Ginja Mariquinhas.



Confeitaria Peixinho.



Porto
Chegamos em Porto no comecinho da noite, pegamos as chaves do apartamento e conseguimos estacionar na rua. Adoramos a localização do apartamento, bem central, perto de tudo. Das janelinhas podíamos avistar a vida acontecendo, o movimento das pessoas. E pertinho descobrimos o restaurante Escondidinho, um charme, comida maravilhosa, atendimento, ambiente. Adoramos!

Restaurante Escondidinho, Porto.


Na quinta, fomos conhecer o Mercado do Bolhão, imperdível, tudo fresco, lindo, colorido, muita coisa pra ver. Bolinho de bacalhau das barracas, frutas frescas, sucos, uma tacinha de vinho, azeites, queijos... 

Mercado Bolhão, Porto.


A tarde tínhamos uma visita a famosa produtora de vinho do Porto Taylor's. Passamos um tempo por lá, e depois viemos caminhando para conhecer a Vila Nova de Gaia. As vistas são lindas, impossível não querer caminhar por tudo. Resolvemos voltar a pé e almoçar mais perto de onde estávamos, subidos mais de 200 degraus de escada. Passamos em frente a Time Out do Porto e por ali resolvemos ficar pro almoço tardio. Comi um prato maravilhoso. Time Out é vida! Hehe! Flavio preferiu não comer, para poder experimentar o sanduíche "a francesinha" mais tarde. É que a noite tínhamos o show Dominguinho, dos brasileiros João Gomes, Jota P. e Mestrinho. Aliás, um momento pra lá de especial, comprei os ingressos antes mesmo de ter as passagens. O teatro era praticamente ao lado do nosso apartamento, e em frente havia um restaurante que se autointitula: a melhor francesinha.

Taylor's museum circuit.


Vila Nova de Gaia.

A francesinha.


Coliseu Porto.

O show foi incrível, casa lotada, todo mundo cantando, nosso João cantou junto. No final virou um grande carnaval. Muita alegria no coração de ver aqueles meninos se divertindo no palco como bons amigos fazendo música.
Sexta, João dormiu um pouco mais, aproveitei para ir atrás dos meus pratos e entrar em algumas lojinhas com calma. Parei em uma, olhei peça por peça, cada coisa mais linda que a outra, a senhora que estava atendendo, me falou: "Dá gosto de ver alguém entrar aqui e ver tudo com calma como você fez!". 
Flavio também saiu quando retornei. Almoçamos num restaurante da redondeza, fomos tomar um sorvete despretensioso na sorveteria ao lado e tomei um sorvete que eu nunca vou esquecer: figos secos e nozes, simplesmente perfeito. Tivemos chance de ir à Livraria Lello (tínhamos perdido o horário da manhã, e eles nos deixaram entrar à tarde). Passamos novamente pelo Mercado do Bolhão, para curtir mais um bocadinho daquele clima. 

Gelateria Portuense e o sorvete de figo e nozes.



Livraria Lello.



Voltamos para o apartamento, Flavio foi buscar numa padaria alguns frios, pães e vinho para curtimos nossa última noite da janela do apartamento.
Sábado, voltando resolvemos passar por Aveiro para poder ver as casinhas coloridas. Linda paisagem, e por lá almoçamos num restaurante barco, dica de minha amiga. Outra atendente interessante. "Queria um vinho verde". "Só garrafa". "Uma caipiroska". "Não sei fazer, só sei fazer caipirinha". "Uma coca zero então". "Eu posso tentar...". "Não, vai ser a coca zero". Depois de uma demora, tudo bem pra nós esperar, mas o prato do João veio errado e ela tentando convencer João a ficar com o prato. "É que eu estou com a cabeça cheia". Em compensação, quando chegou nosso prato, comemos o Bacalhau com natas mais delicioso do mundo. Depois disso, achamos tudo engraçado. Ela veio se desculpar. Pronto! (Ela repetia: Pronto!). Tentei comprar ovos moles por ali, mas tinha acabado. O que foi bom, porque comprei no mercado logo em frente. Enfim, um passeio delicioso e inesquecível.

Bacalhau com natas, do Costa do Sol em Aveiro.


Fizemos uma parada em Coimbra para conhecer a Universidade. 



Chegamos em Lisboa no fim de tarde, pegamos um hotel perto do aeroporto (fiz a reserva no próprio site, e como fiz um cadastro, tive desconto e ficou melhor que no Booking). Prontos para começar nosso retorno na manhã seguinte.



Para mais fotos (Intagram): @joujou.melendres




Um comentário

  1. Que delícia ser seus relatos Ju, parece que da pra sentir junto com vocês cada novo sabor e experiência. Já vou deixar salvo algumas dicas, principalmente essa do sorvete de figo com nozes. 😋

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