quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Bahia - os planos

Foto da primeira vez que fui à Casa do Rio Vermelho 

  Este ano completo 50 anos e escolhi de presente de aniversário uma viagem. O destino é muito especial, a Bahia. Já tivemos a oportunidade de ir algumas vezes a Bahia, mas, da última vez que fomos, a Casa do Rio Vermelho ainda estava em reformas, e sou louca para conhecer este lugar!

   A Casa do Rio Vermelho foi a morada da família de Zélia Gattai e Jorge Amado. Minha conexão com este lugar começou quando li meu primeiro livro de Zélia Um chapéu para viagem, fiquei completamente apaixonada pelas histórias contadas por ela e passei a ler tudo o que ela havia escrito. Quando comecei a ler ainda não morava fora do país, cheguei a enviar cartões para a escritora, que foram respondidos graciosamente, guardo estes tesouros com muito carinho. Depois que vim morar nos EUA, reli os livros e minha conexão só aumentava. Inclusive, até um detalhe que havia passado desapercebido na primeira leitura, Jorge e Zélia chegaram a morar por aqui por um curto período, e ela descreve essa experiência tão bem.

   Posso afirmar que Zélia e Jorge me fizeram amar a Bahia, a cultura, a gastronomia, o sotaque, as cores. E este foi o principal motivo para celebrar meus 50 anos lá.

   Ainda estava pensativa sobre esta viagem, se ia dar certo ou não, por onde começar, quando visitando o Instagram da Astrid vejo um post falando de um hotel em Itapuã chamado Casa DiVina. Vinicius de Moraes havia morado ali, fui procurar informações e o poeta morou ali, há um acervo com vários pertences do poeta, você inclusive pode ficar no quarto que foi dele. Essslouqueci com essa informação!!! Sendo apaixonada por bossa nova, e toda a história que Vinicius fez parte, eu tinha que estar ali. O preço do hotel é acessível, fiz reserva direta com eles sem precisar pagar nada antecipado. Pronto, foi dada a largada decisiva para voltar a minha querida Bahia. E apagar a primeira impressão que tive de passar uma tarde em Itapuã. Desviando um pouco, nossa primeira vez em Itapuã não foi lá essas coisas, pegamos um transporte e descemos em uma praia próxima, ali muitos vendedores, aquela coisa pra turista, isso era perto do meio-dia, resolvemos ir a pé até Itapuã. Um sol de rachar, a caminhada foi longa, cheguei em Itapuã irritada, sentei-me numa cadeira de plástico de um barzinho e ali fiquei naquele mau humor desnecessário, perdendo a chance de apreciar o lugar. Agora, volto lá olhando Itapuã do ponto de vista de Vinicius.

   Há alguns anos também acompanho as crônicas de Paloma Amado, filha de Zélia e Jorge. Tenho o livro dela sobre a culinária baiana citada nos livros do pai, é uma obra linda. E de vez em quando participo comentando os posts dela nas redes. Um dia desses tive a ideia de convidá-la para almoçar conosco para celebrar meu aniversário, ela aceitou. Como o convite foi por rede social, achei mais apropriado escrever uma carta e fiz reserva num restaurante maravilhoso perto da Casa do Rio Vermelho. Ainda preciso confirmar se ela vai realmente.

   Como vocês podem ver, isso tudo vem sendo sonhado e planejado nos meses que antecedem a viagem, e um mês antes de ir, acabo de saber duas novidades que acabam de ser divulgadas na mídia: 1. na semana que estarei em Salvador vai acontecer a Flipelô: a festa literária internacional do Pelourinho, 100% gratuita, Paloma é uma das escritoras confirmadas. E a Fundação Jorge Amado completa seus 40 anos. Uauuuuuu! Que momento único!! (Atualização. Saiu a programação da Flipelô: Paloma vai participar de uma mesa de debates no dia 6 de agosto, no dia do meu aniversário!).

   E pra me deixar ainda mais esfuziante, novidade 2: Fernanda Torres vai apresentar sua aclamada peça A Casa dos Budas Ditosos no Teatro Castro Alves. Genteeeee! O que é isso!! Só de saber que ela vai estar lá, já fiquei feliz, imagine minha alegria se eu puder ver. (Atualização: Fernanda Torres divulgou que o Teatro vai começar a vender os ingressos, preciso estar conectada para tentar esse ingresso. Atualização 3: consegui comprar o ingresso. Foi muito disputado. Em 10 minutos tava sold out. Que alegria!).

   E mencionando minha busca pela culinária, é claro que tenho minha lista de restaurantes a visitar. Inclusive fiz reserva com muita antecedência porque o centro histórico vai estar movimentado. Então vai ter Casa de Tereza no Rio Vermelho; vai ter Casaria no Palacete Tira o Chapéu, aliás este lugar é lindo e tem outras opções muuuuuito convidativas, como o Pala7 no roof top; vai ter Dona Mariquinha... gostaria muito de experimentar o pão delícia do Pãozito. Sem mencionar que o hotel deve ter aquele café de manhã de hotel brasileiro imperdível. Então muita calma nessa hora!

   Como vão acontecer muitas emoções em Salvador, acho que nosso foco vai ser ali no Centro histórico mesmo, vai rolar Museu da Misericórdia que ainda não conheço e planejo voltar na Fundação Jorge Amado.

   Pra descansar, vamos passar uns dias em Morro de São Paulo e apresentar este paraíso para nosso João. Estes são os planos, aguardemos.

   Para escolher o hotel do Morro de São Paulo, eu já tinha como referência nossas duas visitas. Ficamos duas vezes no Portaló. Faz mais de 10 anos de nossa ida, e o que marcou desse hotel foi a localização. Ele é praticamente na “porta” da ilha, você desce do barco e dá de cara com o hotel, tem uma ladeira e é ali. Se não me engano, na metade da ladeira você vira pro hotel. Inclusive se você entrar no site oficial do hotel, em uma das fotos das mesas ao ar livre, você vê o portinho da entrada.

   Lá ficamos nos chalés com nome de autores famosos, Flavio fez uma surpresa pra mim, na época, e ficamos no chalé Zélia Gattai. Da piscina, do deque vê-se o mar, a comida era boa, o atendimento também. E estava pertinho do centrinho, a poucos passos dos restaurantes, do agito. Tentei reservar ali, mas não consegui.

  Pesquisando mais um pouco, decidimos por um hotel na segunda praia, praticamente no meio da muvuca. Eu já caminhei até as outras praias, mas acho longe, não sei como está agora. Mas se a gente pega um hotel na terceira praia, sei que sair pra jantar já depende de um transporte, os hotéis até têm, mas dá um pouco de preguiça, eu prefiro fazer tudo caminhando. Vamos ver como vai ser.


Mais fotos: @joujou.melendres






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