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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Ouro Preto (Pernada de 1 dia - dez. 2025)

   Fui para conhecer mais algum lugar de Minas, estava entre Ouro Preto e Inhotim. A parte histórica de Ouro Preto estava me puxando mais, mas Inhotim também despertou minha curiosidade. 

   Eu havia passado por uma agência de turismo do Mercado Central, mas não obtive sucesso, estava chovendo, o que tinha já estava lotado, mesmo assim deixei meu contato aguardando retorno e cobrando. Quando cheguei no hotel em BH no fim de tarde, perguntei na portaria se poderiam me indicar alguém para o passeio, e recebi um cartão. Era de uma mulher (@flaviataxibh), conhecida até no jornal, isso me deu um ânimo. Entrei em contato e ela estava disponível, poderia fazer das 8h às 16h, Ouro Preto e Mariana. Decidi fazer só Ouro Preto, para focar em pontos específicos. Assim que deixei tudo acertado, fui direto fazer meu roteiro. Fui relembrar minha história com Ouro Preto, da época da adolescência quando li "A Ladeira da Saudade" e a partir disso, fiz o roteiro do romance de Tomás Antônio Gonzaga e sua "Marília de Dirceu".

Segue o roteiro: 

- Casa de Gonzaga

- Ponte dos Suspiros

- Chafariz do Largo de Marília

- Escola Estadual Marília de Dirceu de Ouro Preto (onde foi a casa dela)

- Igreja São Francisco de Assis

- Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição

- Museu da Inconfidência

- Restaurante Conto de Réis

- Museu da Casa dos Contos (se não estiver chovendo, fazer Parque Horto dos Contos, dá pra entrar ali pelo Museu dos Contos, no jardim)

- Igreja do Pilar.


Da Casa de Gonzaga fui até a janela de onde ele avistava a casa de sua amada, das janelas também pude ver a vistosa igreja defronte (a Igreja São Francisco de Assis). Dali desci à pé até a casa de Marília. No meio do caminho uma curiosidade importante de minha família relacionada à Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição. Meu avô era desenhista e ficou incumbido de fazer o projeto da Igreja Matriz de Imbituba, ele teria ido a Ouro Preto para se inspirar. E de lá voltou com ideias para o projeto. Hoje a Igreja de Imbituba se chama Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição de Imbituba, e na frente há uma placa em homenagem a meu avô. Entrei na Igreja São Francisco de Assis, e dali fui ao Museu da Inconfidência, muito forte a presença de tristes lembranças daquela época. Das caminhadas pelas ladeiras fui almoçar no Conto de Réis, o torresmo é um dos melhores que já provei. Por fim, passei na Igreja do Pilar, a terceira mais rica em ouro. E depois de tanta história, senti toda a nostalgia de um lugar que tinha que ser conhecido, que já havia feito morada no meu coração quando eu li o livro. E é claro, reli a "Ladeira de Saudade" e pude lembrar de cada trechinho que visitei.











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